sábado, 28 de abril de 2007

Humor - Momento Zen VI

Aviso: O video que se segue írá diminuir a vossa inteligência. Não serei responsável por eventuais problemas mentais resultantes da visualização do mesmo. You have been warned !!!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Cinema - Definições II (Cliché, Twist e Cameo)

Cliché → Um cliché é uma frase, expressão ou ideia que já foi utilizada tantas vezes noutras obras (filmes, séries ou livros), que acabou por perder o seu efeito inovador. A utilização de clichés em filmes traduz, na maior parte das situações, a falta de ideias das pessoas responsáveis pelos mesmos, nomeadamente dos realizadores e argumentistas.

Exemplo: Um cliché clássico dos filmes de acção é aquele em que o vilão tem o herói encurralado e, em vez de o matar logo, acaba por falar uma boa quantidade de tempo, acabando por lhe revelar os seus planos maquiavélicos e/ou permitir que ele consiga escapar (o que acontece com bastante frequência nos filmes do James Bond).

Twist → Um twist é uma reviravolta inesperada numa obra (filme, série ou livro), que ocorre normalmente no final da mesma e que tem por objectivo surpreender o espectador e levá-lo a reexaminar tudo o que tinha visto/lido até então. Hoje em dia, os twists aparecem com relativa frequência em filmes, constituindo na maioria das vezes uma estratégia utilizada pelo argumentista para tentar fazer com que o espectador se esqueça do quão vazio em termos de conteúdo é o filme em causa.

Cameo → Uma cameo consiste numa breve aparição de uma pessoa conhecida numa obra (filme, jogo, série ou peça), que não tem qualquer importância para a história da mesma. As cameos têm vários objectivos: atrair a atenção do público para uma determinada causa, homenagear ou reconhecer a importância de uma determinada pessoa (quer seja um actor, actriz, realizador ou celebridade noutra área) ou então para fazer uma paródia da pessoa em causa, com o seu consentimento (muito frequente em spoofs, como as sagas Scary Movie, Naked Gun, etc).

Exemplo: Alfred Hitchcock apareceu durante breves instantes em quase todos os filmes que realizou. Nessas cenas, Hitchcock estava no meio de multidões, saia de lojas na altura em que os protagonistas estavam a entrar, passava pelos protagonistas na rua, etc.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Curiosidades XIX (Buracos Negros)

Um buraco negro é um objecto com uma força gravitacional tão poderosa que nenhuma forma de matéria ou radiação (nem mesmo a luz) lhe pode escapar, a partir do momento que se encontre a determinada distância do seu centro. Apesar da teoria da existência de um objecto com uma força gravitacional dessa magnitude ter sido proposta no século XVIII, foi a teoria da relatividade geral de Einstein (1915) que permitiu explicar as propriedades dos buracos negros, tal como hoje os conhecemos.

Segundo essa teoria, quando uma quantidade enorme de massa se encontra num volume muito reduzido (sofrendo uma enorme compressão), todos os caminhos através do espaço (percorridos por uma partícula no espaço-tempo, a 4 dimensões) são alterados, no sentido de se dirigirem para o centro do buraco negro. Segundo Stephen Hawking (1975), quando a matéria ou radiação se encontra a determinada distância do centro do buraco negro, irá ser sugada para o seu interior e desaparece para sempre, sendo necessária uma força infinita para conseguir escapar. Há cerca de 3 anos, Hawking admitiu estar errado e que essa informação não era perdida para sempre*.

O tamanho dos buracos negros é bastante variável, desde os “micro” buracos negros (com uma massa de cerca de 2 × 10^−8 kg) até aos “super” buracos negros (com massas até 10^10 vezes superiores à do sol; julga-se que existe um no centro da maioria das galáxias, incluindo a nossa). Existem 4 tipos de buracos negros, de acordo com o seu momento angular (com ou sem rotação) e carga eléctrica (com ou sem carga): Schwarzschild, Kerr, Reissner-Nordström e Kerr-Newman.

*Existe hoje um consenso entre os cientistas de que essa informação não é perdida para sempre, se bem que ainda não se saiba muito bem como é conservada.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Cinema - Definições I (Flop, Blockbuster e Spoiler)

Spoiler → Um spoiler consiste na revelação de pormenores de uma obra (filme, livro ou série) que possa prejudicar a experiência das pessoas que ainda não a viram/leram.

Exemplo:

- Na obra X, o assassino é a pessoa Y;
- A personagem W morre no fim da obra Z;

A substituição das letras por nomes de filmes e de personagens no exemplo acima constitui um spoiler, porque estou a transmitir-vos informação que vai “estragar” o prazer (isso também depende da qualidade da obra) que vocês terão a ler/ver essa obra. A expressão spoiler vem da palavra inglesa “spoil”, que se pode traduzir como “estragar”.

Flop → A palavra flop é utilizada quando nos referimos a um filme que ganhou pouco dinheiro nas bilheteiras ou que ganhou muito menos dinheiro do que era esperado.

Exemplo: Heaven´s Gate (1980) foi um dos maiores flops da história do cinema. O filme, um western escrito e realizado por Michael Cimino (que dois anos antes realizara “The Deer Hunter”, que foi um sucesso em termos financeiros e também em termos de crítica) e produzido pela United Artists, custou 44 milhões de dólares e rendeu cerca de 3 milhões nas bilheteiras americanas. Além do fracasso financeiro (que levou à compra da United Artists pela MGM), o filme também foi “destruído” pela crítica. O efeito que o filme teve foi grande, já que a partir daí os grandes estúdios começaram as controlar cada vez mais os orçamentos dos filmes (acabando com uma era de excessos, em que muitos filmes excediam bastante o orçamento inicial). Outra consequência do filme foi a quase “extinção” do western, já que a partir daí os grandes estúdios começaram a produzir muito menos filmes desse género.

Blockbuster → O termo blockbuster refere-se a um filme (ou peça de teatro) muito popular e/ou muito bem sucedido em termos financeiros. De um modo mais geral, essa expressão refere-se a qualquer filme de Hollywood com um grande orçamento e com bastantes estrelas, que chamem a atenção do público (mesmo que venha, mais tarde, a ser um fracasso nas bilheteiras). Jaws (1975) é considerado o primeiro blockbuster, por ter sido o primeiro filme a ultrapassar a marca dos 100 milhões de dólares nas bilheteiras. Os filmes de baixo orçamento que ultrapassem essa marca também são considerados blockbusters (exemplo: The Blair Witch Project).

terça-feira, 17 de abril de 2007

domingo, 15 de abril de 2007

Humor - Momento Zen V

Aviso: O video que se segue pode diminuir a vossa inteligência. Não serei responsável por eventuais problemas mentais resultantes da visualização do mesmo. You have been warned !!!

Curiosidades XVIII (Polígrafo)

O polígrafo é um aparelho que mede e regista várias variáveis fisiológicas (pressão sanguínea, pulsação, respiração e condutividade da pele), enquanto a pessoa em causa responde a um conjunto de questões. Esse aparelho é utilizado para detectar sinais de ansiedade associados ao acto de contar uma mentira. No entanto, se a pessoa manifestar ansiedade por outras razões ou conseguir controlar o seu nível de ansiedade de um modo voluntário, as medições obtidas podem resultar em conclusões duvidosas.

O polígrafo foi inventado por John Larson (um médico da Universidade da Califórnia) em 1921. A sua invenção foi utilizada pela primeira vez no departamento de polícia de Berkeley (Califórnia). Apesar da existência de outros modelos (nomeadamente o de William Moulton Marston, um psicólogo e escritor de banda desenhada, que criou a Wonder Woman em 1941), o modelo de Larson é considerado como o primeiro polígrafo, pois era muito mais complexo que os outros. Um estudo de 2003 da National Academy of Sciences indicou que o polígrafo era um aparelho relativamente pouco eficaz como detector de mentiras. Apesar do polígrafo ser bastante utilizado em investigações policiais nos Estados Unidos, nenhuma testemunha ou suspeito de crime podem ser obrigados a submeterem-se ao teste. Na Europa, o polígrafo é considerado um aparelho pouco eficaz e por isso é pouco utilizado pelas forças policiais.

sábado, 14 de abril de 2007

Cinema - Cenas Memoráveis III

Esta é uma das melhores cenas do filme Almost Famous, em que os membros da banda se reconciliam ao som da música "Tiny Dancer", da autoria de Elton John.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Curiosidades XVII (Cometa Halley)

O cometa Halley, também conhecido por 1P/Halley, é o mais conhecido dos chamados cometas periódicos (cometas que possuem períodos orbitais inferiores a 200 anos). Esse cometa é o único visível a olho nú que apresenta um período orbital inferior ao tempo médio de vida de um ser humano (varia entre 75 e 76 anos a sua órbita). Apesar da sua passagem pelo planeta Terra ser registada desde pelo menos 240 AC, só no século XVII é que se descobriu que todas essas ocorrências estavam associadas ao mesmo cometa.

Edmond Halley (1656 - 1742), um matemático e astrónomo inglês, descobriu que os cometas que haviam passado pela Terra no ano de 1531, 1607 e 1682 eram, na realidade, um só. Halley determinou que a órbita desse objecto celeste era de cerca de 76 anos e que voltaria no ano de 1757. A previsão de Halley revelou-se verdadeira e o cometa voltou a aparecer, mas no ano de 1758 (16 anos após a morte de Halley). 3 matemáticos franceses (Clairault, Lalande e Lepaute) determinaram que o “atraso” de 618 dias se deveu à atracção do cometa pela força gravitacional dos planetas Júpiter e Saturno. Devido às suas descobertas, foi atribuído o nome Halley a esse cometa.

Acontecimentos mais importantes associados à passagem do cometa:

12 AC → Alguns teólogos sugeriram que a passagem do cometa nesse ano poderá estar associada à chamada estrela de Belém, que aparece na Bíblia.

837 → Segundo alguns cientistas, esta foi a passagem em que o cometa esteve mais próximo da Terra (4 milhões de quilómetros).

1066 → A passagem do cometa foi considerada como um mau presságio em Inglaterra. No final desse ano, Haroldo II, último rei da monarquia anglo-saxónica, morreu na batalha de Hastings e a Inglaterra passou a ser dominada por Guilherme I, duque da Normandia.

1835 → O conhecido escritor americano Mark Twain nasceu duas semanas depois da passagem do cometa. Na sua biografia, Twain disse que “veio” com o cometa Halley em 1835 e que “iria” com ele na sua próxima passagem, em 1910. Twain morreu nesse mesmo ano e no dia seguinte à altura em que o cometa esteve mais próximo da Terra.

1910 → Foram tiradas as primeiras fotografias ao cometa. Nessa passagem, a comunicação social da altura lançou o pânico geral, ao dizer que a passagem do cometa traria consigo uma grande quantidade de (CN)2, um gás mortal da família dos cianetos. Os astrónomos insistiram que não existiam quaisquer riscos e de facto não aconteceu nada.

1986 → A última passagem do cometa pela Terra foi a menos espectacular de todas. A sonda Giotto passou pelo cometa e tirou-lhe fotografias.

A próxima passagem do cometa deverá ocorrer em Julho de 2061.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Curiosidades - Fotos Com História II

Esta foto foi tirada no dia 23 de Fevereiro de 1945 e retrata o momento em que 6 soldados americanos hasteiam a bandeira americana no topo do monte Suribachi, durante a batalha de Iwo Jima (2º Guerra Mundial). A foto foi bastante popular e rapidamente se transformou numa das mais reproduzidas da história.

Esta foto foi tirada no dia 7 de Dezembro de 1972 pela tripulação da Apollo 17, a uma distância de 45 000 quilómetros da Terra. É uma das poucas fotografias que mostra a Terra totalmente iluminada, já que os astronautas tinham o sol por trás deles quando a tiraram. Ao olharmos para a foto, não podemos deixar de pensar na beleza do planeta Terra e ao mesmo tempo na sua fragilidade e isolamento.

domingo, 8 de abril de 2007

Música - Especial Ennio Morricone (Parte III)

Once Upon A Time In The West (Once Upon A Time In The West)



A Fistful Of Dynamite (A Fistful Of Dynamite)

sábado, 7 de abril de 2007

Música - Especial Ennio Morricone (Parte II)

Cinema Paradiso Theme (Cinema Paradiso)



Love Theme (Cinema Paradiso)


sexta-feira, 6 de abril de 2007

Música - Especial Ennio Morricone (Parte I)

Nascido em 1928 em Roma, Ennio Morricone é, sem dúvida, um dos mais talentosos e prolíficos compositores da história do cinema. Apesar de ter composto a banda sonora de cerca de 500 filmes, Morricone é conhecido sobretudo pelas bandas sonoras de filmes realizados por Sergio Leone (For A Fistfull Of Dollars (1964), For A Few Dollars More (1965), The Good, The Bad And The Ugly (1966), Once Upon A Time In The West (1968), Duck, You Sucker (1971) e Once Upon A Time In America (1984)). Em Fevereiro deste ano, Morricone recebeu o Óscar Honorário da Academia. Deixo-vos com algumas das melhores músicas da sua carreira.

The Ecstasy Of Gold (The Good, The Bad And The Ugly)

The Good, The Bad And The Ugly (The Good, The Bad And The Ugly)

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Cinema - Review VIII (Marie Antoinette)

Título Original: Marie Antoinette (2006)
Nota: 2,5/5 (Razoável)
Realizador: Sofia Coppola
Argumento: Sofia Coppola
Elenco: Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Rip Torn, Steve Coogan, entre outros
Género: Drama
Duração: 123 minutos

O 3º filme de Sofia Coppola foi, como já se esperava, uma grande desilusão. Rico visualmente, mas vazio em termos de conteúdo na maior parte da sua duração, Marie Antoinette é um filme meramente razoável. A hora e meia inicial do filme consiste numa “orgia” de festas, mexericos, roupas e penteados extravagantes, à medida que acompanhamos Marie a tentar adaptar-se às tradições e costumes da alta sociedade francesa. Passado pouco tempo, o filme começa a ser cansativo, porque a história avança muito devagar e o desenvolvimento das personagens é reduzido. As escolhas musicais também não ajudam, alternando entre música da época e música actual, uma fusão que raramente é bem sucedida.

O melhor do filme é, sem dúvida, a meia hora final, quando se inicia a Revolução Francesa. Marie e o resto da família real são apanhados no clima tumultuoso e violento que se instala e serão, anos mais tarde, guilhotinados. A decisão de Sofia Coppola em dar mais importância ao período anterior ao da revolução constitui um enorme desperdício. Do meu ponto de vista, a parte realmente “interessante” da vida da personagem principal corresponde ao período pós-revolucionário, em que Marie e o rei esperam pela morte na guilhotina e onde se poderia estabelecer um contraste entre a anterior opulência e a miséria que fez parte das suas vidas até ao fim. Em vez disso, o filme possui uma história inconsequente e com poucas reviravoltas que despertem o interesse do espectador.

As personagens do filme não são muito interessantes (Marie é uma pessoa alegre, fútil, mimada e completamente isolada do mundo real, onde a pobreza e a miséria abundam) e as interpretações são meramente adequadas. Esperemos que Sofia Coppola não siga o exemplo de M. Night Shyamalan, que começou muito bem e que, pouco a pouco, se foi afundando no seu próprio ego.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Curiosidades XVI (Santo Sudário - Parte II)

Nos últimos 30 anos, o sudário foi analisado por diversos especialistas, com o objectivo de determinar a sua autenticidade. As primeiras análises ao sudário foram realizadas em 1977 por uma equipa de cientistas da Universidade de Turim. Os resultados demonstraram que a imagem do sudário é composta por inúmeras gotículas de tinta, nomeadamente ocre vermelho. Em 1988, foi efectuada uma datação por carbono em 3 laboratórios diferentes, chegando todos à mesma conclusão: o tecido datava do período entre 1260 e 1390 (recentemente, provou-se que os pedaços utilizados nessa análise eram inválidos por inúmeras razões e que não constituem uma prova definitiva de que o sudário é uma fraude). Outras análises ao tecido obtiveram os seguintes resultados:

- A análise da estrutura química indicou que se tratava de um tecido muito semelhante aos que eram fabricados em Israel no século I. A análise das técnicas utilizadas no seu fabrico apoia a conclusão anterior, de que o tecido foi fabricado à cerca de 1900 anos;

- A análise do tecido mostrou que durante a crucificação foram pregados os pulsos e não as palmas das mãos da pessoa cuja imagem aparece no tecido. Essa técnica de crucificação, apesar de contraria à iconografia tradicional cristã, é apoiada por vários historiadores. Segundo esses historiadores, as vítimas de crucificação naquele período eram geralmente pregados à cruz pelos pulsos. Isto constitui uma prova da autenticidade do sudário, já que na Idade Média as pessoas acreditam que a maneira como Jesus fora crucificado estava de acordo com a iconografia tradicional cristã;

- A análise de várias manchas vermelhas apresentou resultados diferentes: uma das análises demonstrou que se tratava de pigmentos de tinta medieval enquanto que a outra identificou as manchas como sendo sangue do tipo AB. Foi feita uma outra análise, onde foi detectada a presença de hemoglobina e onde se provou que as manchas eram sangue do tipo AB;

- Após uma análise ao tecido, foram descobertos grãos de pólen de espécies que são comuns em Israel durante a Primavera. Contudo, as amostras foram fornecidas aos cientistas que realizaram a análise por um criminologista suíço, que já fora acusado de falsificar provas. Os cépticos alertaram também para outra possibilidade: a de que os peregrinos que tenha estado em contacto com o tecido no passado o tenham contaminado involuntariamente com grãos de pólen (através das flores que traziam nessas ocasiões);

- A análise digital da imagem do tecido mostrou o que pareciam ser moedas características da Israel do século I nos olhos da pessoa. Essa descoberta parecem apoiar as teorias dos cépticos, na medida em que não era costume na tradição judia colocar moedas nos olhos dos falecidos. Além disso, a análise digital da imagem é uma ciência um pouco subjectiva, à semelhança do conhecido teste de Rorschach;

Hoje em dia, existem múltiplas teorias que tentam explicar como foi formada a imagem presente no tecido:

- Formação milagrosa (um efeito secundário da ressurreição de Cristo);
- Um exemplo primitivo de uma fotografia, possivelmente criada por Leonardo Da Vinci a partir do seu auto-retrato (Da Vinci nasceu cem anos depois da 1º aparição do tecido, mas poderá ter utilizado o tecido original para criar uma falsificação de muito melhor qualidade);
- Uma pintura efectuada por um artista muito talentoso;
- Uma “máscara solar”;

A Igreja Católica proibiu a realização de mais testes no sudário, o que impossibilita a descoberta da verdade sobre as origens do tecido e da imagem que ele contém.

Curiosidades XVI (Santo Sudário - Parte I)

O Santo Sudário (ou Sudário de Turim) é um pano de linho antigo, que apresenta a imagem de um homem que parece ter sofrido traumatismos vários, consistentes com um acto de crucificação. O tecido tem cerca de 4,4 metros de comprimento e 1,1 metros de largura e apresenta duas imagens (uma frontal e uma na parte de trás). Muitas pessoas acreditam que o sudário foi o tecido que cobriu Jesus Cristo na sua tumba e que a sua imagem terá ficado “impressa” no tecido. Hoje em dia, existe um intenso debate entre cientistas, historiadores e a comunidade cristã sobre a autenticidade do sudário.

A menção mais antiga do sudário é do século VI e refere-se à chamada Imagem de Edessa. Segundo relatos desse período, a Imagem de Edessa era um tecido onde a imagem de Jesus tinha sido “impressa”, sendo considerada uma relíquia sagrada. No ano de 944, a imagem foi transportada de Edessa (que se situa no que é hoje o sul da Turquia) para Constantinopla (a actual Istambul, também na Turquia). Recentes descobertas nos arquivos do Vaticano revelaram um texto antigo onde era dito que nesse tecido estava uma imagem de todo o corpo de Jesus e não apenas da sua face, o que permite estabelecer uma ligação entre a Imagem de Edessa e o Santo Sudário.

No ano de 1203, um cruzado chamado Robert de Clari afirmou ter visto o tecido em Constantinopla, tendo feito uma descrição pormenorizada da imagem de Cristo. Em 1205, uma carta enviada por Theodore Angelos dizia que após a 4º Cruzada (em que foram depostos vários imperadores bizantinos, um dos quais era tio de Angelos), os franceses tinham ficado com as relíquias religiosas, em especial com um tecido de linho que cobrira o corpo de Jesus após a sua morte e antes da sua ressurreição.

No ano de 1357, a viúva do cavaleiro francês Geoffroi de Charny colocou o tecido que é hoje conhecido como Santo Sudário numa igreja em Lirey, França. Nos anos seguintes, o tecido foi frequentemente exposto ao público. Em 1389, a imagem foi denunciada ao Papa como uma fraude. Nessa denúncia, o bispo Pierre D'Arcis dizia que não existia menção à imagem nas escrituras e que se tratava da obra de um artista local, cujo nome não foi revelado na carta. O artista tinha confessado ter pintado o tecido com o objectivo de ganhar dinheiro à custa dos peregrinos. Se o testemunho desse artista for verdadeiro, isso explicaria o facto dos testes com carbono 14 terem datado o tecido como sendo do período entre 1260 e 1390.

Nos 60 anos seguintes, o tecido foi transportado para vários locais em França até chegar às mãos do Duque Luís de Sabóia, em 1453. A nova aquisição do duque tornou-se na atracção principal da recém construída catedral de Chambery. Após a morte do Duque, o sudário mudou de local várias vezes. Em 1532, o tecido foi danificado por um incêndio na catedral onde se encontrava (incêndio esse que poderá ter contribuído para tornar inválido o teste do carbono 14). O tecido foi novamente transferido para Turim (1578), tendo sido propriedade da casa de Sabóia até 1983, altura em que foi dado à Igreja Católica.