terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Cinema - Óscares 2007 (Parte I)

A 79º Cerimónia dos Óscares foi divertida e irreverente em muitos aspectos. Ellen DeGeneres esteve bem, especialmente quando entregou um argumento a Martin Scorsese para este dar uma vista de olhos e quando pediu a Steven Spielberg para lhe tirar uma fotografia com Clint Eastwood. Foram momentos bastantes divertidos e que ficaram na memória de quem viu a cerimónia. Gostei também do grupo que fazia as sombras e de como criou várias formas (um sapato representando The Devil Wears Prada, uma carrinha em movimento representando Little Miss Sunshine, o Óscar, etc). Em seguida, faço uma análise das diferentes categorias:

Melhor Filme → The Departed foi considerado o melhor filme do ano, batendo os outros favoritos. Nas últimas semanas, Babel e Little Miss Sunshine começaram a ganhar apoios e a luta pelo Óscar mais importante acabou por se restringir a esses três filmes. The Departed foi também o filme que recebeu mais Óscares (4).

Melhor Realizador → Á sétima foi de vez e Martin Scorsese ganhou finalmente o Óscar de melhor realizador. Scorsese era o grande favorito e acabou por ganhar 26 anos depois da sua primeira nomeação.

Melhor Actor → O Óscar foi para Forest Whitaker, o que não constituiu uma grande surpresa.

Melhor Actriz
→ O Óscar foi para Helen Mirren, o que também não constituiu uma grande surpresa.

Melhor Actor Secundário → Eddie Murphy era o grande favorito, mas foi Alan Arkin quem acabou por ganhar o Óscar, pela sua interpretação em Little Miss Sunshine.

Melhor Actriz Secundária → O Óscar foi para Jennifer Hudson, que era a grande favorita. Das 3 interpretações nomeadas que vi, gostei mais da representação de Rinko Kikuchi (Babel), mas só depois de ver Dreamgirls é que poderei concluir se a vitória de Hudson foi justa.

Melhor Argumento Original → O Óscar foi para Michael Arndt (Little Miss Sunshine).

Melhor Argumento Adaptado → O Óscar foi para William Monahan (The Departed), que era o grande favorito. Gostei especialmente do pormenor de Monahan ter agradecido às pessoas que escreveram Infernal Affairs (The Departed é um remake americano desse filme). Apesar de tanto Monahan como Scorsese terem referido que o filme era de Hong Kong, durante a transmissão foi cometida uma gaffe, tendo sido dito que o filme era japonês (!!!).

Melhor Fotografia
→ Emmanuel Lubezki (Children Of Men) era o grande favorito, mas foi Guillermo Navarro (El Laberinto Del Fauno) quem levou para casa o Óscar.

Melhor Montagem → Foi o 3º Óscar para Thelma Schoonmaker (The Departed), que foi responsável pela edição de grande parte dos filmes de Scorsese.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Humor X (Mach 20)

O vídeo que se segue não é recomendado a pessoas sensíveis.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Cinema - Análise Nomeações (Parte V)

Em seguida, estão as minhas apostas para os Óscares:

Melhor Filme → The Departed (Também ficarei satisfeito se ganhar o Babel ou o Little Miss Sunshine. Ainda não vi o Letters From Iwo Jima, mas creio que também deve ser melhor do que o The Queen)

Melhor Realizador → Martin Scorsese

Melhor Actor → Forest Whitaker

Melhor Actriz → Helen Mirren

Melhor Actor Secundário → Eddie Murphy (Ainda não vi o Dreamgirls, mas duvido que ele mereça o Óscar. A sua vitória resultará mais da sua popularidade do que do seu talento)

Melhor Actriz Secundária → Jennifer Hudson (Como já referi, não vi ainda o Dreamgirls, de modo que não posso comentar sobre a qualidade da sua interpretação. Das 3 interpretações nomeadas que vi (Adriana Barraza, Abigail Breslin e Rinko Kikuchi), gostei mais da representação da actriz japonesa)

Melhor Argumento Original → Guillermo Arriaga (Babel)

Melhor Argumento Adaptado → William Monahan (The Departed)

Melhor Fotografia → Emmanuel Lubezki (Children Of Men)

Melhor Montagem → Thelma Schoonmaker (The Departed)

Melhor Direcção Artística → John Myhre e Nancy Haigh (Dreamgirls)

Melhor Guarda-Roupa → Milena Canonero (Marie Antoinette)

Melhor Banda Sonora → Gustavo Santaolalla (Babel)

Melhor Maquilhagem → David Martí e Montse Ribé (El Laberinto Del Fauno)

Melhor Som → Michael Minkler, Bob Beemer e Willie D. Burton (Dreamgirls)

Melhor Montagem de Efeitos Sonoros → Alan Robert Murray e Bub Asman (Flags Of Our Fathers)

Melhores Efeitos Visuais → Mark Stetson, Richard R. Hoover, Neil Corbould e Jon Thum (Superman Returns)

Melhor Filme De Animação → Cars

Melhor Filme De Língua Estrangeira → El Laberinto Del Fauno

Melhor Documentário → An Inconvenient Truth

Nostalgia VI (Saint Seiya)

Saint Seiya é um desenho animado japonês, mais conhecido em Portugal como "Os Cavaleiros do Zodíaco". Tenho óptimas recordações do tempo em que essa série foi exibida em Portugal pela primeira vez, no final dos anos 80. Nessa altura, eu e os meus amigos compramos tudo o que havia relacionado com a série: cadernetas, bonecos, etc.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Cinema - Análise Nomeações (Parte IV)

Melhor Actriz

Penélope Cruz - Volver (2006)
Judi Dench - Notes On A Scandal (2006)
Helen Mirren - The Queen (2006)
Meryl Streep - The Devil Wears Prada (2006)
Kate Winslet - Little Children (2006)


É a primeira nomeação desta talentosa actriz espanhola e constitui também (com alguma surpresa) a única nomeação de Volver, a mais recente obra de Pedro Almodóvar. Á semelhança das outras 3 actrizes que competem contra Helen Mirren, a sua vitória é improvável.

É a sexta nomeação desta veterana actriz inglesa (4 nomeações para actriz principal e 2 para actriz secundária), tendo ganho apenas uma vez, pela sua interpretação da rainha Isabel I em Shakespeare In Love. A actriz já disse que não iria estar presente na cerimónia (por razões de saúde) e que não acredita na sua vitória.

Helen Mirren é a grande favorita, porque ganhou quase todos os prémios que havia para ganhar pela sua interpretação da rainha Isabel II. É a sua terceira nomeação (a primeira para actriz principal), não tendo ganho ainda nenhum Óscar. A sua vitória é quase certa, mas podem ocorrer surpresas…

Meryl Streep é considerada por muitos a melhor actriz do século XX e o seu currículo não deixa margem para dúvidas: 14 nomeações, tendo ganho apenas 2 vezes (Kramer vs. Kramer e Sophie's Choice). A sua vitória é improvável.

Apesar de ser relativamente nova (31 anos), já é a sua quinta nomeação, depois de ter perdido com Sense And Sensibility, Titanic, Iris e Eternal Sunshine Of The Spotless Mind. A sua vitória é improvável.

A última parte desta análise será postada pouco tempo antes da cerimónia e irá consistir nas minhas apostas para os vencedores em quase todas as categorias.

Humor IX (OJ Simpson)

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Música - OST III (The Girl Next Door)

Donovan - Atlantis



David Gray - This Year´s Love



Queen & David Bowie - Under Pressure

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Cinema - Review VI (M:I 3)

Título Original: Mission: Impossible III (2006)
Nota: 3/5 (Fixe)
Realizador: J.J. Abrams
Argumento: J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci
Elenco: Tom Cruise, Ving Rhames, Keri Russell, Philip Seymour Hoffman, Michelle Monaghan, entre outros
Género: Acção/Thriller
Duração: 126 minutos

Sinopse: O agente da IMF Ethan Hunt (Tom Cruise) retirou-se e dedica-se agora ao treino de agentes, ao mesmo tempo que planeia casar-se com a sua namorada Julia (Michelle Monaghan). No entanto, é forçado a voltar ao activo, quando uma das agentes que treinou é capturada enquanto investigava um traficante de armas internacional de nome Owen Davian (Philip Seymour Hoffman). Contando com a ajuda do seu velho amigo e especialista informático Luther Strickell (Ving Rhames) e dos novos membros da equipa (Maggie Q e Jonathan Rhys Meyers), Ethan terá de dar o seu máximo para apanhar Davian e resgatar a sua namorada, que entretanto fora raptada.

Crítica: Com a estreia de Missão Impossível 3, abriu oficialmente a época dos blockbusters de verão de 2006 e confesso que estava à espera que essa época começasse de melhor maneira do que começou. Enquanto que o original foi realizado por Brian De Palma e a sequela por John Woo, o terceiro filme da série constitui a estreia cinematográfica de um dos mais conhecidos e bem sucedidos realizadores do pequeno ecrã, J.J. Abrams. Abrams traz o seu toque pessoal a este filme, tentando mostrar o lado mais humano de Ethan Hunt, que tinha sido pouco explorado nos dois capítulos anteriores. Repleto de acção, que é quase non-stop, o filme só desacelera nas alturas em que pretende dar a conhecer um pouco mais do lado pessoal da personagem interpretada por Cruise.

Essa estratégia podia ter sido melhor explorada, pois as cenas do filme que mostram a interacção entre Ethan e Julia são poucas e não são suficientes para permitir ao público estabelecer uma ligação mais forte com as personagens, o que permitiria tornar o desenrolar dos acontecimentos mais emocionante. Mas, afinal de contas, não se trata de um drama e as pessoas pagaram o bilhete na expectativa de ver cenas de acção espectaculares e emocionantes, com stunts arriscadas, explosões e tiros em quantidade elevada. As cenas de acção do filme são bem concebidas e interessantes, mas nós já vimos esse género de coisas noutros filmes, acabando por não ser tão emocionantes como desejaríamos.

A história do filme, à semelhança do 2º capítulo, é simples e relativamente fácil de seguir. Começa de um modo bastante tenso, com Davian a ameaçar matar Julia, em frente de um Ethan Hunt preso a uma cadeira e a implorar pela vida da sua namorada. Davian quer que Ethan lhe diga a localização de algo chamado “Pata de Coelho”, começando uma contagem decrescente que termina com um tiro e é seguida de um flashback, no qual somos informados de tudo o que acontecera até aquele ponto. Ethan estava à beira de se casar com Julia (que desconhece que ele é um espião), quando é forçado a voltar ao activo para tentar resgatar em Berlim uma das agentes que treinou (Keri Russell), que fora capturada por Davian. A operação não é totalmente bem sucedida, mas leva à revelação da existência de um agente infiltrado na IMF e ao planeamento de uma nova missão, que tem por objectivo a captura de Davian, de modo a impedir a venda de uma arma não especificada e que é apenas conhecida por “Pata de Coelho"....

Com o desenrolar dos acontecimentos, a equipa liderada por Hunt é forçada a deslocar-se a vários locais: Roma, Maryland e finalmente a Shanghai, onde o flashback termina e a acção volta ao presente. Em cada um desses locais, as operações são coordenadas e executadas em equipa, algo que tinha sido pouco explorado no 2º filme da série. Um dos defeitos que aponto ao filme é o desperdício da personagem Owen Davian, que constitui um vilão bastante interessante (boa interpretação de Philip Seymour Hoffman, depois de ter recebido o Óscar de Melhor Actor), mas que aparece pouco tempo no filme, sendo a certa altura relegado para 2º plano. As restantes interpretações são adequadas, cabendo a Cruise desempenhar o papel do coelho das pilhas Duracell (usando uma frase de Todd McCarthy: “Tom Cruise pareceu determinado a efectuar a mais persuasiva personificação humana de um Ferrari”). A realização de J.J. Abrams é sólida, sendo particularmente eficaz na cena inicial, onde foi gerado um nível de tensão e de intensidade que infelizmente não esteve presente no resto do filme. Em geral, considero o filme um blockbuster divertido e satisfatório, mas que ficou aquém das minhas expectativas, já que esperava um filme mais intenso e emocionante.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Curiosidades X (Watergate)

No dia 17 de Junho de 1972, um segurança nocturno do Complexo Watergate (um conjunto de edifícios, onde existem escritórios, apartamentos e um hotel; Localiza-se em Washington) apercebeu-se de que existiam intrusos e chamou a polícia. Foram detidos 5 homens (Bernard Barker, Virgilio González, Eugenio Martínez, James W. McCord, Jr. e Frank Sturgis), que foram acusados de assalto à sede do Comité Nacional Democrata. Supôs-se já na altura que não teria sido o primeiro assalto feito por aqueles homens aquele local.

O que começou como um mero assalto acabou por se transformar no maior escândalo político da história dos Estados Unidos. A investigação levada a cabo pelos jornalistas do Washington Post (Carl Bernstein e Bob Woodward) chamou a atenção sobre o assunto, levando à descoberta de que os 5 homens eram na realidade mercenários pagos pela comissão para a reeleição do presidente Richard Nixon. Os assaltos serviram para fotografar documentos e para a colocação de escutas na sede do partido Democrata (as escutas foram colocadas com o objectivo de se descobrir a fonte de fugas de informação e, por essa razão, os membros da equipa eram conhecidos por “canalizadores”).

Á medida que a sua investigação prosseguia, Woodward e Bernstein começaram a obter provas de que o próprio presidente estava envolvido, tendo muitas dessas provas sido fornecidas por um informador cujo nome de código era “Garganta Funda”. O assunto começou a chamar a atenção do povo americano e mais tarde (1973) foi criado um comité no Senado com o objectivo de investigar o escândalo. Uma a uma, as pessoas que trabalhavam com Nixon na Casa Branca foram chamadas a depor.

Sentindo-se entre “a espada e a parede”, Nixon começou a despedir assessores e a tentar manter o seu nome fora do escândalo, mas era tarde demais. As audiências do comité duraram quase 4 meses, causando bastantes danos à reputação de Nixon e levando à descoberta surpreendente da existência de um sistema de gravação na sala oval da Casa Branca. As gravações foram rapidamente adquiridas pelo comité, apesar dos esforços de Nixon, que tentou despedir várias pessoas envolvidas na investigação.

A opinião pública exigiu a demissão do presidente. Nixon respondeu com a famosa frase "I am not a crook" (“Eu não sou um patife”), insistindo na sua inocência. Contra a sua vontade, o presidente foi forçado a entregar as gravações, que confirmavam o depoimento de várias testemunhas, de que Nixon sabia de tudo e que tinha aprovado o assalto à sede democrata. A situação piorou ainda mais para Nixon quando foi revelado que faltavam partes da gravação, que supostamente teriam sido apagadas por acidente pela secretária de Nixon (mais tarde, conclui-se que isso também não era verdade).

Nixon perdeu o pouco apoio que tinha e renunciou ao cargo no dia 9 de Agosto de 1974, para evitar ser destituído pelo Congresso. Foi sucedido nesse dia pelo vice-presidente Gerald Ford (que faleceu recentemente). Um mês depois da renúncia, Ford perdoou Nixon, concedendo-lhe imunidade em todos os crimes que cometera enquanto presidente dos Estados Unidos, o que revoltou o povo americano.

O escândalo Watergate teve várias consequências:

- A demissão de Nixon e a destruição da sua reputação (tendo muitos dos seus assessores cumprido penas de prisão);
- Reforçou o poder dos “media” um pouco por todo o mundo, tornando-os mais agressivos na cobertura de acontecimentos relacionados com políticos. Nos anos que se seguiram, uma nova geração de jornalistas (inspirados por Woodward e Bernstein) dedicou-se ao jornalismo de investigação e ajudou a expor outros escândalos, que tiveram como consequência uma progressiva redução da confiança do povo nas pessoas que eram eleitas para os representar;
- Ajudou à aprovação do Freedom of Information Act (1986);
- Levou à aprovação de leis que alteravam a maneira como se efectuava o financiamento das campanhas políticas;

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Curiosidades IX

Kevlar

Criado em 1965 pela companhia DuPont, o Kevlar é uma fibra sintética muito forte e leve, possuindo várias características:

- É sete vezes mais resistente que o aço por unidade de peso;
- É um polímero à prova de calor e que não pode ser cortado;
- Não enferruja;

Apesar de ser mais conhecido pela sua utilização em coletes à prova de bala, o Kevlar tem aplicações bastante variadas (raquetes de ténis, cordas, cintos de segurança, pneus, etc).

Lu Chao

Lu Chao, um estudante da Universidade de Silvicultura e Agricultura da província central de Shaanxi (China), conseguiu recitar de cor 67890 casas decimais do número "pi", batendo o recorde do Guiness. A proeza foi realizada no dia 19 de Novembro de 2005, mas só à cerca de 2 meses é que o recorde foi tornado oficial.

Para conseguir memorizar todos esses números, Lu precisou de mais de 10 horas de estudo diário durante as férias. O anterior recorde estava nas mãos de um japonês, que tinha sido capaz de recitar 42195 casas decimais daquele número. De modo a salientar a dificuldade da tarefa realizada por Lu, coloco em seguida as 50 primeiras casas decimais do número "pi":

3.14159265358979323846264338327950288419716939937510

Nostalgia V (TMNT)

As Tartarugas Ninja foram uma das minhas séries preferidas na infân-cia. Tenho óptimas recordações de me levantar cedo no fim-de-semana para a ver.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Música - Bandas III (Oasis - Parte II)

Live Forever



Stand By Me



Some Might Say

Música - Bandas III (Oasis - Parte I)

Wonderwall



Don't Look Back In Anger



Roll With It

Cinema - Análise Nomeações (Parte III)

Melhor Actor

Leonardo DiCaprio - Blood Diamond (2006)
Ryan Gosling - Half Nelson (2006)
Peter O'Toole - Venus (2006/I)
Will Smith - The Pursuit Of Happyness (2006)
Forest Whitaker - The Last King Of Scotland (2006)


É a sua terceira nomeação, depois de ter perdido com What's Eating Gilbert Grape (1993) e The Aviator (2004). Demonstrado um grande talento desde tenra idade, DiCaprio foi catapultado para a fama pela sua participação em Titanic, conseguindo mais tarde efectuar uma transição entre o estatuto de ídolo de adolescentes e o de actor consagrado pela crítica. É um dos melhores actores em Hollywood, tendo demonstrado uma grande versatilidade nos papéis em que participa. 2006 foi um bom ano para este actor, que também tinha boas hipóteses de ser nomeado por The Departed. A sua vitória é improvável, pois o triunfo de Forest Whitaker é quase certo.

É a primeira nomeação deste actor, um dos grandes talentos da nova geração. Apesar de merecida, a nomeação constituiu uma surpresa, já que Half Nelson é um filme independente e relativamente pouco conhecido (é bom saber que os membros da Academia estão atentos aos filmes independentes).

Peter O'Toole é um dos melhores actores do século XX, tendo encarnado personagens memoráveis em filmes como Lawrence Of Arabia, The Lion In Winter, Goodbye, Mr. Chips, entre outros. Foi nomeado 7 vezes, tendo perdido sempre (recebeu mais tarde um Óscar honorário, em 2003). Apesar da inegável qualidade da sua representação em Venus, a sua vitória só será possível através do “factor Scorsese”, ou seja, receber um Óscar após ter perdido imensas vezes, o que serviria como uma compensação. Outro aspecto importante tem a ver com a idade de O'Toole, que, à semelhança de Robert Altman (um dos melhores realizadores americanos de sempre, que foi nomeado várias vezes e nunca ganhou; recebeu um Óscar honorário alguns meses antes de falecer), poderá ter aqui a sua última hipótese para vencer um Óscar, depois de 7 tentativas sem sucesso.

É a 2º nomeação de Will Smith, depois de ter perdido com Ali (2001). Tem a particularidade de ter sido o primeiro artista de hip-hop a ser nomeado para um Óscar. A sua vitória é improvável.

E chegamos ao grande favorito: Forest Whitaker. A sua vitória é quase certa (dos outros 4 nomeados, julgo que só Peter O'Toole tem reais hipóteses de triunfar, devido às razões que já referi), tendo ganho quase todos os prémios para os quais foi nomeado. É a sua primeira nomeação, apesar do talento demonstrado em filmes como Bird (1988), Ghost Dog: The Way Of The Samurai (1999), The Crying Game (1992), entre outros.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Cinema - Review V (JFK)

Título Original: JFK (1991)
Nota: 5/5 (Muito Bom)
Realizador: Oliver Stone
Argumento: Oliver Stone e Zachary Sklar
Elenco: Kevin Costner, Tommy Lee Jones, Kevin Bacon, Gary Oldman, Sissi Spacek, Michael Rooker, Jay O. Sanders, Donald Sutherland entre outros
Género: Drama/Mistério/Thriller
Duração: 189 minutos

Sinopse: O filme fala das investigações levadas a cabo pelo procurador público de New Orleans (Jim Garrison) e a sua equipa ao homícidio do presidente John F. Kennedy. Garrison não acreditava na versão oficial e decidiu fazer a sua própria investigação, com o objectivo de demonstrar a existência de uma conspiração por trás do homícidio. Ao longo das suas investigações, Garrison descobre que a verdade é muita mais sinistra do que parecia inicialmente, o que irá por em risco não só a sua própria vida, mas também a de todos aqueles a quem ele ama.

Crítica: O filme de Stone é bastante controverso e nem sempre é baseado em factos reais, o que não o impede, no entanto, de ser um dos filmes mais poderosos e fascinantes que vi. Baseando-se em pormenores verídicos (até hoje, Jim Garrison foi a única pessoa a levar a tribunal alguém pelo homicídio de JFK) e na quantidade enorme de informação que existia sobre o acontecimento, Stone expõe uma enorme e complexa conspiração, recheada de personagens sinistras e de motivos obscuros, que levaram ao assassinato do presidente.

Recorrendo a uma edição e a uma cinematografia primorosas, Stone consegue “colar” uma quantidade enorme de informação num só filme, como se se tratasse de um gigantesco puzzle. Quer se trate de cenas a preto e branco (que recriam acontecimentos que poderão ou não ter acontecido), fotos, vídeos de 8, 16 e 35 mm ou imagens a cores, todos esses meios visuais são utilizadas para estabelecer as bases do filme e definir a complexa relação que existe entre o elevado número de personagens que populam o universo criado por Stone. O realizador não acredita em todas as teorias do verdadeiro Garrison (que curiosamente aparece no filme desempenhando o papel do líder da Comissão Warren!!!) e por isso expõe, através da personagem Jim Garrison, as suas próprias opiniões sobre o que realmente aconteceu, usando muitas vezes informação que só foi obtida depois do período que é retratado no filme.

Á medida que a investigação avança, Garrison e a sua equipa começam a desmistificar o papel de Oswald no homícidio, relegando-o para um plano secundário, considerando-o como um simples peão num complexo e gigantesco jogo de xadrez. Com o passar do tempo, a sua investigação torna-se pública e as suas conclusões afastam-se cada vez mais da versão oficial. Garrison e a sua equipa sofrem intimidações, recebem ameaças de morte e a sua credibilidade pouco a pouco vai sendo destruída.

Cresce a desconfiança entre os próprios membros da equipa, mas Garrison não desiste de procurar a verdade, mesmo que durante esse processo esteja a afastar-se cada vez mais da sua família (que não aceita a sua obsessão com o homicídio e sente a falta do que até então era um dedicado pai de família). Pouco a pouco, as fontes mais importantes de informação vão sendo eliminadas e Garrison vê-se obrigado a acusar Clay Shaw (um conhecido empresário de New Orleans e um dos suspeitos principais desde o início da investigação) de participação na conspiração para matar o presidente.

Garrison obtém também informações de um indivíduo que se auto-intitula X, que lhe diz ser um ex-militar que esteve envolvido em muitas operações clandestinas do governo americano desde a 2º Guerra Mundial. O que essa personagem conta a Garrison fá-lo perceber a real magnitude da conspiração e entender como o mandato de Kennedy na Casa Branca constituiu uma poderosa ameaça ao poder instituído, o que terá causado a sua morte, morte essa que teve no escalar da guerra do Vietname (onde morreram cerca de 58 mil soldados americanos) a sua consequência mais trágica.

No julgamento, Garrison faz um resumo de tudo o que foi descoberto pela sua investigação, tentando reescrever a história, com o intuito de que os verdadeiros responsáveis pela morte de Kennedy sejam, mais tarde ou mais cedo, acusados pelos seus crimes. É importante realçar novamente que uma quantidade considerável da informação fornecida no filme não foi provada, é falsa ou então resulta de simples especulação, mas afinal de contas não se trata de um documentário (usando as palavras do crítico Roger Ebert: “Em geral, sou da opinião que os filmes constituem o local errado para a exposição de factos”). O filme é um “casamento” fascinante entre facto e ficção, onde o que interessa reter é o seguinte: que o povo americano e o mundo foram enganados e que o conceito de Justiça foi propositadamente esquecido, tudo com o objectivo de permitir a satisfação de homens sedentos de poder, que têm ao seu dispor meios mais do que suficientes para atingirem os seus objectivos.

As necessidades desses homens sobrepõem-se às liberdades individuais e à noção de Justiça, que são ideias fulcrais e conferidas a todos os seres humanos. O filme é fabuloso no sentido em que nos oferece uma visão privilegiada sobre um dos desejos inatos mais marcantes no ser humano: o seu desejo de poder e a corrupção que lhe está associada. Além de uma soberba realização de Stone, o filme conta com interpretações sólidas de Kevin Costner e Tommy Lee Jones (que recebeu uma nomeação da academia pela sua interpretação de Clay Shaw), entre outros. Costner efectua a melhor e mais memorável representação da sua carreira até ao momento, interpretando Jim Garrison como um homem apaixonado por uma causa, que é teimoso e está irritado por os seus filhos crescerem num país onde o governo mente ao povo e o priva dos seus direitos mais essenciais. A sua demanda pela verdade constitui o motor do filme. Destaco também a banda sonora de John Williams, que complementa de um modo bastante eficaz a complexidade visual do filme, ao mesmo tempo que realça a mensagem que Stone nos quer transmitir.

Acima de tudo, JFK é um filme que nos faz pensar sobre o mundo em que vivemos, onde a verdade constitui uma ameaça ao poder e onde os interesses de alguns ditam o rumo da política mundial, com as consequências trágicas que daí resultam. Stone experimentou tudo isso em primeira mão (tendo ele próprio combatido no Vietname) e tentou mais tarde expor nos seus filmes, não só as origens e as consequências dessas duas tragédias americanas (o assassinato de JFK e a guerra do Vietname), mas também retratar um período de tempo em que a América perdeu a sua inocência.

Curiosidades VIII (22/11/63)

Durante uma viagem de cariz político ao estado do Texas, o presiden-te norte-americano John F. Kennedy foi assassinado em Dallas, no dia 22 de Novembro de 1963. Pouco tempo depois do homicídio, a polícia de Dallas prendeu um jovem chamado Lee Harvey Oswald e acusou-o de ter morto um agente da polícia de nome J.D. Tippit e, mais tarde, do homícidio do presidente. Segundo as testemunhas que estavam em Dealey Plaza (o local do homícidio), as balas fatais foram disparadas do 6º andar do depósito de livros do Texas, local onde Oswald trabalhava. Porém, haviam muitas testemunhas que indicavam um monte relvado como o local de onde partiu pelo menos uma das balas que atingiu o presidente, aliado ao relato de pessoas que viram fumo por trás desse monte.

O vice-presidente Lyndon Johnson foi nomeado o novo presidente dos Estados Unidos e a investigação ao homicídio continuou, no meio de muitos relatos contraditórios e a suspeita de que algo de mais complexo havia ocorrido naquele dia em Dallas. No 6º andar do depósito de livros do Texas, de onde supostamente foram disparados os tiros fatais, foi descoberta uma espingarda Mannlicher-Carcano, que supostamente teria sido adquirida por Oswald sob um nome falso. Tudo parecia apontar na direcção de Oswald (mais tarde, até foi encontrada um impressão sua na arma), apesar do próprio considerar-se inocente de ambos os homicídios e declarar ser um bode expiatório. Dois dias após o homícidio de Kennedy, Oswald foi assassinado por Jack Ruby, um membro obscuro do submundo de Dallas, que se suspeitava estar associado à máfia. Por esse homicídio, Ruby foi sentenciado à pena de morte, tendo morrido na prisão em 1967.

Poucos dias depois da morte de Kennedy, Lyndon Johnson criou a Comissão Warren, com o intuito de investigar o homicídio e determinar o que realmente aconteceu naquele dia em Dallas. As conclusões da Comissão Warren foram que Oswald (que tinha um passado duvidoso no exército americano, que defendia ideais comunistas e que tinha mesmo mudado de nacionalidade durante um tempo, durante o qual foi cidadão soviético) tinha sido o único assassino, disparando 3 tiros do 6º andar do depósito de livros do Texas. Para explicar como as 3 balas tinham sido responsáveis por tantos ferimentos, tanto em Kennedy como no Governador do Texas (John Connoly), a Comissão adoptou a “teoria da bala mágica”, na qual uma só bala seria responsável por grande parte dos ferimentos verificados em ambas as pessoas. Desde então, houve muita controvérsia relativamente a essas conclusões e cada vez mais pessoas acreditavam na existência de uma conspiração, que poderia ter origem em altas esferas governamentais (que depois tentaram encobrir a sua culpabilidade, eliminando testemunhas e falsificando provas).

Alguns anos depois, uma comissão de investigação concluiu que Kennedy foi assassinado por Oswald, tendo existido provavelmente uma conspiração. Um factor essencial nessas conclusões foi a análise do famoso Zapruder Film, o mais famoso vídeo amador da história, filmado durante o homicídio e que constitui até hoje a mais importante prova de uma conspiração. Hoje em dia, a grande maioria dos americanos acredita que Kennedy foi vítima de uma conspiração, se bem que ainda haja muita gente que acredite na teoria do assassino solitário e na culpa de Oswald.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Cinema - Trailer II (Die Hard 4)

Nostalgia IV (MacGyver)

Uma das melhores e mais conhecidas séries dos anos 80, MacGyver teve um enorme sucesso a nível mundial. A série durou 7 temporadas e catapultou Richard Dean Anderson para o estrelato.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Cinema - Análise Nomeações (Parte II)

Melhor Realizador

- Clint Eastwood - Letters from Iwo Jima (2006)
- Stephen Frears - The Queen (2006)
- Paul Greengrass - United 93 (2006)
- Alejandro González Iñárritu - Babel (2006)
- Martin Scorsese - The Departed (2006)

É a quarta nomeação de Eastwood, depois de ter ganho com Unforgiven (1992) e Million Dollar Baby (2004) e de ter perdido com Mystic River (2003). É um dos últimos grandes realizadores americanos vivo e a probabilidade de ganhar é boa. Mas julgo que Scorsese terá a sua desforra…

É a sua segunda nomeação nesta categoria (perdeu o Óscar para Kevin Costner em 1991). Julgo que a sua vitória é improvável.

Eu estava à espera que United 93 fosse um dos grandes favoritos aos Óscares, mas isso acabou por não se confirmar, tendo recebido apenas 2 nomeações (Melhor Realizador e Melhor Edição). As suas hipóteses são boas.


Como referi na primeira parte desta análise, a nomeação de Babel foi uma surpresa para mim. O triunfo de Iñárritu nesta categoria também me parece improvável.

E chegamos ao grande favorito, na minha opinião: Martin Scorsese. É a sua sétima nomeação nesta categoria e ainda não ganhou. Julgo que será este o ano de Scorsese, o ano em que a Academia o irá consagrar com o prémio que falta na sua carreira.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Cinema - Festivais

Em seguida, está a lista dos festivais de cinema mais importantes a nível mundial e algumas informações sobre os mesmos:

Sundance (Estados Unidos) → É o maior festival de cinema independente dos Estados Unidos e um dos mais prestigiados do mundo. Realiza-se em Janeiro de cada ano em Park City e Ogden, no estado do Utah. Apadrinhado por Robert Redford no início dos anos 80, o festival ganhou cada vez mais popularidade nos anos seguintes, tendo dado a conhecer filmes como Saw, The Blair Witch Project, Clerks e muitos outros.

Cannes (França) → Fundado em 1939, Cannes é provavelmente o festival de cinema mais importante a nível mundial. Realiza-se anualmente no mês de Maio. O prémio mais importante deste festival é a Palma de Ouro, que é atribuída ao melhor filme. O júri do festival é constituído por um pequeno número de cineastas de várias nacionalidades, tendo o último sido presidido pelo conhecido realizador asiático Wong Kar-Wai.

Veneza (Itália) → É o mais velho festival de cinema do mundo, tendo sido fundado em 1932. Realiza-se anualmente no fim de Agosto e início de Setembro. O prémio mais importante deste festival é o Leão de Ouro, que é atribuído ao melhor filme.

Berlim (Alemanha) → Também chamado de Berlinale, realiza-se anualmente no mês de Fevereiro. Foi fundado em 1951. Os prémios mais importantes deste festival são o Urso de Ouro e o Urso de Prata.

Toronto (Canadá)
→ Fundado em 1976, é o maior festival aberto ao público do mundo. Realiza-se anualmente no mês de Setembro e tem sido considerado nos últimos anos como uma “rampa de lançamento” para os Óscares, desempenhando um importante papel na “máquina” de marketing de Hollywood.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Humor VI (Dentist In A Box)

Curiosidades VII (Prémio Pulitzer)

O prémio Pulitzer é a distinção americana mais importante nas áreas do jornalismo impresso, literatura e composições musicais, sendo atribuído anualmente pela Universidade de Colúmbia (Nova Iorque). O prémio é atribuído em honra de Joseph Pulitzer (1847 - 1911), um jornalista e magnata americano de origem húngara, que doou uma considerável quantidade de dinheiro à já referida universidade, dinheiro esse que foi utilizado para construir a primeira escola de jornalismo no mundo e para instituir o prémio.

Música - Bandas II (Smashing Pumpkins)

1979



Tonight, Tonight



Perfect