quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Cinema - Review IV (Grandma´s Boy)

Título Original: Grandma´s Boy (2006)
Nota: 2,5/5 (Razoável)
Realizador: Nicholaus Goossen
Argumento: Barry Wernick, Allen Covert e Nick Swardson
Elenco: Linda Cardellini, Allen Covert, Peter Dante, Shirley Jones, Shirley Knight, Joel Moore, Kevin Nealon, Doris Roberts, Nick Swardson, entre outros
Género: Comédia
Duração: 94 minutos

Sinopse: Durante o dia, Alex (Allen Covert) é um vídeo game tester, enquanto que durante a noite, desenvolve em segredo o seu próprio jogo. Quando o seu colega de quarto gasta todo o dinheiro da renda em prostitutas, Alex é forçado a ir viver para a casa da avó e das suas duas amigas (em que uma delas é louca e a outra é uma tarada sexual). Alex e os seus amigos vídeo game testers tentam a todo o custo fazer a análise de um novo jogo, criado pelo brilhante mas estranho J.P. (Joel Moore), antes de um prazo limite, ao mesmo tempo que tentam lidar com a nova coordenadora de equipa, Samantha (Linda Cardellini).

Crítica: Confesso que a principal razão pela qual vi este filme tem a ver com a péssima nota que James Berardinelli lhe atribuiu. Estava à espera de um filme muito mau, mas fiquei agradavelmente surpreendido, pois trata-se de uma comédia bem disposta, patética, desleixada e muito louca. O filme tem algumas piadas hilariantes (a cameo de Rob Schneider, o comportamento estranho de J.P. e um mal entendido relacionado com Alex e as suas “colegas de quarto” são alguns exemplos) e outras más e um pouco perturbadoras (uma delas envolve uma cena em que a mãe de uma das personagens principais é pulverizada pelo produto final da masturbação de Alex).

Além de nos apresentar uma visão curiosa da cultura dos game testers, o filme destaca-se por apresentarnos um conjunto de personagens completamente loucas e estranhas e um festival de one-liners memoráveis. As interpretações são adequadas para este tipo de filme, destacando-se Linda Cardellini no papel da coordenadora de equipa, a única personagem normal do filme. O argumento não é nada de especial (o character development, como seria de esperar, é nulo), sendo adequado para este género de filme. Em geral, considero-o um filme divertido e alucinado, mas meramente razoável.

Curiosidades VI (Jogos Olímpicos - Parte II)

Apesar do óptimo inicio, os jogos passaram por dificuldades nos anos que se seguiram, tentando sair da sombra de outros eventos como a Feira Mundial. Contudo, o evento começou a ganhar cada vez mais popularidade com o passar dos anos e o nº de atletas e países participantes começou a aumentar exponencialmente. O aumento gradual da importância do evento a nível internacional fez com que os jogos, em vários períodos, servissem como palco para propaganda política e racial. Exemplos:

- A luta titânica entre a União Soviética e os EUA durante a Guerra Fria (os EUA e outras nações ocidentais boicotaram os jogos de 1980 em Moscovo, como protesto contra a invasão do Afeganistão pelos russos; 4 anos depois, os russos pagaram na mesma moeda e não participaram nos jogos de Los Angeles);
- Os jogos de Berlim (1936) foram utilizados pelos nazis como propaganda, servindo para demonstrar a suposta superioridade da raça ariana sobre “as raças inferiores” e como um aviso do horror que se iniciaria 3 anos depois;
- Nos jogos de 1968 (Cidade do México), dois atletas norte-americanos (Tommie Smith e John Carlos) simbolicamente ergueram o punho em sinal de protesto, numa cerimónia de entrega de medalhas, contra a condição da minoria negra nos EUA;
- A morte de 11 atletas israelitas nos jogos de Munique (1972), assassinados por membros do grupo terrorista palestiniano Setembro Negro;

Até agora, foram realizadas 25 edições (as edições de 1916, 1940 e 1944 não se realizaram, devido à ocorrência de guerras mundiais):

1896 - Atenas
1900 - Paris
1904 - St. Louis
1908 - Londres
1912 - Estocolmo
1920 - Antuérpia
1924 - Paris
1928 - Amsterdão
1932 - Los Angeles
1936 - Berlim
1948 - Londres
1952 - Helsínquia
1956 - Melbourne
1960 - Roma
1964 - Tóquio
1968 - Cidade do México
1972 - Munique
1976 - Montreal
1980 - Moscovo
1984 - Los Angeles
1988 - Seul
1992 - Barcelona
1996 - Atlanta
2000 - Sydney
2004 - Atenas

Curiosidades VI (Jogos Olímpicos - Parte I)

Os Jogos Olímpicos são um evento desportivo internacional que abrange um vasto conjunto de desportos. Tiveram a sua origem no ano 776 A.C., na Grécia, sendo realizados de 4 em 4 anos em Olympia, local onde se encontrava um santuário e a famosa estátua de Zeus (que fazia parte das 7 maravilhas do mundo antigo). Os vencedores dos eventos eram admirados e imortalizados em poemas e estátuas. Á medida que o império romano foi aumentando o seu poder na região, os jogos olímpicos foram perdendo a sua importância. Em 393 D.C., o imperador Teodósio I decretou o fim dos jogos, por considerá-los como jogos pagãos, que não estavam de acordo com a ética cristã. Terminava assim uma tradição milenar.

Passados vários séculos, o interesse pelos jogos aumentou bastante com a descoberta das ruínas de Olympia no início do século XIX. Pierre de Coubertin, um aristocrata francês, foi o fundador dos jogos olímpicos modernos. O seu objectivo era unir as nações e incentivar a prática desportiva como maneira de completar a educação dos jovens. Num congresso realizado em Paris no ano de 1894, Coubertin apresentou as suas ideias a uma audiência de várias nacionalidades. Recebeu bastantes apoios e pouco tempo depois, foi criado o Comité Olímpico Internacional (COI). Foi decidido que a primeira edição dos jogos olímpicos da era moderna iria realizar-se em Atenas, no ano de 1896 e que o COI seria a organização responsável pela realização do evento. Apesar do número total de atletas ter sido inferior a 250, foi o maior evento desportivo realizado até aquela altura. As mulheres não puderam competir na primeira edição dos jogos, situação que não se repetiu.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Humor V (Neo-surrealismo)

Os vídeos que se seguem pertencem certamente ao neo-surrealismo.



Nostalgia III (Captain Power)

Tenho algumas recordações de ver esta série quando tinha cerca de 7 anos. Só recentemente é que descobri o seu nome. Não teve muito sucesso, tendo durado só uma temporada.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Cinema - Cenas Memoráveis I

The Thin Red Line é um dos melhores e mais belos filmes que vi. Reali-zado por Terrence Malick (um "poeta visual"), este filme é uma exploração da natureza humana, onde se traça um paralelismo entre a crueldade da Natureza e a do próprio Homem, e de como essa crueldade nos destroí uns aos outros. Nessa obra, salienta-se também o poder redentor do amor, como a "luz" que nos afasta da escuridão tenebrosa da natureza humana, um antídoto para o "veneno" que, infelizmente, temos dentro de cada um de nós. Acho que essas ideias estão expostas admiravelmente no video que se segue.

Música - Moby (Parte II)

Natural Blues


My Weakness

A música que se segue não possui videoclip. Como é uma das minhas preferidas, procurei vídeos do You Tube que tivessem essa música. Encontrei um com imagens de Requiem For A Dream, que julgo ter ficado bom. Este vídeo contem cenas que poderão chocar as pessoas mais sensíveis ou que ainda não viram o filme.

Música - Moby (Parte I)

Porcelain (OST The Beach)



Why Does My Heart Feel So Bad

domingo, 28 de janeiro de 2007

Cinema - Análise Nomeações (Parte I)

Em seguida, irei iniciar uma análise às nomeações aos Óscares 2007, análise essa que irei dividir em várias partes.

Melhor Filme

- The Departed
- Babel
- Letters From Iwo Jima
- The Queen
- Little Miss Sunshine

The Departed é reconhecido pela esmagadora maioria dos críticos como o melhor filme de Scorsese desde Goodfellas, não sendo, no entanto, o género de filme que normalmente é nomeado nesta categoria. Eu gostei do filme e acho que as suas hipóteses de ganhar são boas.

A nomeação de Babel (escrito por Guillermo Arriaga e realizado por Alejandro González Iñárritu, a mesma dupla responsável por 21 Grams e Amores Perros) foi um pouco surpreendente. Os críticos gostaram do filme (69% no Metacritic e no Rotten Tomatoes), mas sinceramente estava à espera que fosse nomeado United 93, de Paul Greengrass. A sua vitória é improvável. É um dos dois nomeados nesta categoria (juntamente com Letters From Iwo Jima) que eu ainda não vi e por isso não posso dizer a minha opinião sobre o mesmo.

Depois da última cerimónia dos Óscares, alguns críticos falavam de Flags Of Our Fathers como um dos grandes candidatos aos Óscares 2007. Tinha muito a seu favor: era realizado por Clint Eastwood e escrito por Paul Haggis (uma dupla de peso que tinha sido responsável por Million Dollar Baby) e era um filme que homenageava aqueles que lutaram na 2º Guerra Mundial, os heróis esquecidos que perderam as suas vidas num conflito bárbaro e sem sentido. Apesar do imenso potencial, o filme não foi tão bem recebido pela crítica como se esperava. Em vez disso, foi um outro filme de Clint Eastwood (que falava do mesmo acontecimento histórico, mas desta vez do ponto de vista nipónico) que recebeu excelentes críticas: Letters From Iwo Jima. É bastante raro um filme de língua estrangeira (diferente da inglesa) ser nomeado nesta categoria (aconteceu 7 vezes e nenhum ganhou). As suas hipóteses são poucas, mas pode ser que ocorra uma surpresa…

Dos três filmes nomeados nesta categoria que vi, The Queen foi o que menos gostei. Os críticos adoraram o filme (98 % no Rotten Tomatoes, o 3º melhor de 2006) e o Óscar para melhor actriz para Helen Mirren está quase garantido. As suas hipóteses são boas.

E chegamos a Little Miss Sunshine, a revelação cinematográfica do ano. A história de uma família disfuncional e da sua viagem entre o Novo México e a Califórnia estreou em Sundance (festival de cinema independente) e foi rapidamente adquirido pela Fox Searchlight, naquele que consta ter sido um dos melhores negócios de sempre feitos no festival. Os críticos adoraram o filme (92 % no Rotten Tomatoes), considerando-o um filme bastante divertido, irreverente e tocante. Eu, que já estava um pouco farto de filmes sobre famílias disfuncionais (ainda me lembro da banhada que foi o The Squid And The Whale e da desilusão com o Junebug), fiquei agradavelmente surpreendido. Num ano de 2006 relativamente fraco cinematograficamente, o filme foi certamente um dos que merecem ser destacados. As hipóteses são boas, não sendo a sua eventual vitória uma surpresa.

Cinema - Quotes II (Arnold Schwarzenegger)



Humor IV (Terminator 3)

sábado, 27 de janeiro de 2007

Música - OST II (Midnight Cowboy)

Vencedor de 3 Óscares da Academia (Melhor Realizador, Melhor Filme e Melhor Argumento Adaptado), Midnight Cowboy é, na minha opinião, um dos melhores filmes dos anos 60. A sua banda sonora, da autoria do lendário John Barry, é uma das minhas preferidas.

Nostalgia II (Knight Rider)

Uma das séries mais marcantes da minha infância. Vista hoje em dia, é um pouco cheesy, mas naquele tempo, toda a gente que eu conhecia gostava da série e não perdia um episódio.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Curiosidades V (Apartheid)

O Apartheid foi um sistema de segregação racial imposto na África do Sul entre 1948 e 1992. Esse país era dominado por pessoas de raça branca (que constituíam uma minoria), que estabeleceram esse sistema como uma maneira legal de permitir a sua supremacia económica e política no país. Sob esse regime, as pessoas eram classificadas legalmente de acordo com a sua raça (Brancos, Negros, Índios, etc) e separados geograficamente contra a sua vontade. Na prática, essa separação servia para impedir aqueles que não eram de raça branca de votarem ou terem direitos. A essas pessoas eram fornecidos cuidados de saúde, educação e outros serviços públicos, sendo a qualidade desses serviços bastante inferior aos que eram fornecidos a pessoas de raça branca.

Seguiram-se anos de luta levada a cabo pelo ANC (African National Congress - Congresso Nacional Africano), uma organização política criada em 1912 e que tinha por objectivo a união dos povos africanos e mais tarde a destruição do Apartheid. A partir dos anos 60, essa organização apercebeu-se que a oposição pacífica (utilizada por Gandhi contra o Império Britânico) não iria resultar na derrota do sistema e por isso iniciaram actividades de sabotagem, atentados à bomba e homicídios. Financiados pela URSS, o ANC continuou a sua campanha e a comunidade internacional começou a pressionar o governo sul-africano no sentido de se realizarem negociações entre as duas partes. Com a queda da União Soviética e a consequente perda de fundos, o ANC mostrou-se disposto a negociar. Em 1992, foi efectuado um referendo que acabou com o tão odiado regime.

Cinema - Review III (Freddy Got Fingered)

Título Original: Freddy Got Fingered (2001)
Nota: 1/5 (Muito Mau)
Realizador: Tom Green
Argumento: Tom Green e Derek Harvie
Elenco: Tom Green, Rip Torn, Marisa Coughlan, Eddie Kaye Thomas, Julie Hagerty, entre outros
Género: Comédia
Duração: 87 minutos

Sinopse: Tom Green desempenha o papel de Gord Brody, um baldas que aos 28 anos muda-se para casa dos pais (Rip Torn e Julie Hagerty) e do irmão Freddy (Eddie Kaye Thomas), quando o seu grande sonho de se tornar num animador de cartoons não se concretiza. O filme fala das aventuras e desventuras pelas quais Gord passa, à medida que ele luta para atingir o seu sonho. Ao percorrer esse caminho, Gord encontra o amor e tenta melhorar a relação com o seu pai.

Crítica: Eu devo confessar que possuo uma característica curiosa, que não sei se todos os fãs de cinema possuem: além de procurar ver os filmes melhor cotados e mais conceituados, também gosto de ver filmes maus e procuro ver o máximo de filmes que estão mal cotados. Por vezes, acabo por considerá-los fracos ou mauzinhos. Outras vezes, encontro filmes que atingem o fundo do poço de tão maus que são. Freddy Got Fingered insere-se naturalmente nesta última categoria. Eu já conhecia o programa de televisão do Tom Green e não achava muita piada ao humor doentio dele, mas depois de ter gostado da sua personagem no filme Road Trip, fiquei curioso em ver este filme e verificar por mim próprio se era tão mau como diziam.

Doentio, nojento, abominável, repugnante e desagradável são algumas das palavras que podem ser utilizadas para descrever esta atrocidade cinematográfica. Eu sei que a comédia é algo subjectivo (uma pessoa pode não achar graça a uma piada e outra pode acha-la hilariante), mas isto já é demais. Se acham piada a um filme em que uma personagem estimula manualmente um elefante e direcciona o produto dessa estimulação a outra pessoa, vão adorar este filme. Além dessa cena, posso-vos falar também da cara-metade de Gord (uma paraplégica obcecada com sexo oral), da masturbação de um outro animal (ao mesmo tempo que é proferida aquela mítica frase: “Look, daddy, I'm a farmer”) e do rumor lançado por Gord de que o pai molestava o irmão (daí o nome do filme).

O argumento, como seria de esperar, é nulo e serve apenas para fazer com o que o filme atinja uma duração consideravelmente maior (aquilo a que chamo filler, cenas de pouca qualidade que preenchem os espaços que existem entre as cenas mais importantes do filme). O filme não só não tem piada como também se esforça por chocar o espectador, tentando que a cena seguinte seja mais doentia que a anterior. É claro que em termos de representação, as coisas não são melhores, tendo os actores feito o mínimo esforço para receber o cheque (mas também como as personagens são uni-dimensionais, isso também não faz muita diferença). Freddy Got Fingered é uma das piores comédias que vi e como não sou masoquista, nunca mais quero ver o filme e espero que algum dia as memórias que tenho dele desapareçam. James Berardinelli proferiu uma frase durante a sua crítica a este filme que o resume na perfeição: “Foi mais divertido ter sido submetido a uma colonoscopia do que assistir a este filme”.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Cinema - Nomeações Óscares 2007

Foram hoje anunciados os nomeados para a 79º edição dos Óscares, que se irá realizar no próximo dia 25 de Fevereiro. As nomeações não constituiram uma grande surpresa na maior parte dos casos. A lista completa dos nomeados está disponível no site que se segue:

Nostalgia I (We All Stand Together)

Que boas recordações me traz da minha infância….

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Humor II (Action Jackson)

Cinema - Review II (Bloodrayne)

Título Original: BloodRayne (2005)
Nota: 1,5/5 (Mau)
Realizador: Uwe Boll
Argumento: Guinevere Turner
Elenco: Kristanna Loken, Ben Kingsley, Michael Madsen, Michelle Rodriguez, Matthew Davis, Billy Zane, entre outros
Género: Terror/Acção
Duração: 95 minutos

Sinopse: A acção passa-se na Roménia, no século XVIII. Rayne (Kristanna Loken) é uma dhampir (parte humana, parte vampiro) que procura vingar-se do seu pai, Kagan (Ben Kingsley), o rei dos vampiros, por este ter morto a sua mãe. Pelo caminho, Rayne encontra os membros da Sociedade Brimstone (Michael Madsen, Michelle Rodriguez e Matthew Davis), que conseguem convencê-la a juntar-se a eles na luta contra o poderoso Kagan.

Crítica: Nos dias de hoje, Uwe Boll é considerado por muitos como um dos piores realizadores de todos os tempos. Esta “fama” foi obtida tendo em conta os últimos três filmes realizados por ele: House Of The Dead (2003), Alone In The Dark (2005) e BloodRayne (2005), sendo os três versões cinematográficas de videojogos de sucesso. Eu achei o Alone In The Dark razoável e estava a pensar que ele não era assim tão mau realizador, mas depois vi BloodRayne…

Parece que o elenco envolvido neste filme não se apercebeu que estava a fazer um filme baseado num videojogo, porque todos eles transmitem um nível de seriedade que não é justificado, como se não se tratasse de um filme xunga. O filme é patético e não gera qualquer interesse ou emoção. As cenas de acção são by-the-numbers, completamente rotineiras e banais (mas não se preocupem, porque sangue é o que não falta neste filme). As interpretações são wood pura, os actores dizem o diálogo sem qualquer tipo de emoção, como se tivessem a lê-lo directamente do papel. A certa altura, até introduzem uma cena de sexo, cujo único objectivo seria certamente tentar manter a audiência acordada. Os efeitos visuais não estão maus (nomeadamente as transformações em vampiros), assim como os cenários.

Para Ben Kingsley, este é mais um passo no sentido da destruição da sua credibilidade como actor, depois do ridículo Thunderbirds (2004), onde também interpretava o vilão. Kagan é um vilão patético e com um capachinho ridículo. Eu esperava que ao menos a luta final entre Rayne e Kagan fosse emocionante, mas não: pareciam mais que estavam a dançar do que a lutar até à morte. Em geral, acho BloodRayne um filme patético e que pode ser incluído na categoria camp (os chamados bons-maus filmes), já que é hilariante de um modo não intencional.

domingo, 21 de janeiro de 2007

Curiosidades IV (Os prémios Nobel)

Alfred Nobel (1833 - 1896) foi um químico e engenheiro sueco, que inventou a dinamite (1867). Segundo rumores, foi a publicação errónea da sua morte por um jornal francês em 1888, no qual se amaldiçoava a descoberta da dinamite, que o levou a decidir tentar deixar um melhor legado ao mundo após a sua morte. Um ano antes da sua morte, Nobel assinou o seu último testamento, deixando grande parte da sua fortuna para fundar o Prémio Nobel. As categorias do prémio são: Física, Química, Medicina, Literatura, Paz e Economia. Os prémios começaram a ser atribuídos a partir de 1901, 5 anos após a morte de Nobel. Algumas curiosidades:

- Foram entregues 787 prémios, 768 a indivíduos e 19 a organizações;
- Desses 768 prémios, apenas 33 foram atribuídos a mulheres;
- Só 4 pessoas receberam mais do que um prémio (Marie Curie, Linus Pauling, John Bardeen e Frederick Sanger);
- As primeiras pessoas a receberem o prémio foram J.H. van´t Hoff (Química), Sully Prudhomme (Literatura), Jean Henri Dunant e Frederic Passy (Paz), Wilhelm Rontgen (Física) e Emil von Behring (Medicina);
- O obituário do jornal francês dizia: “O mercador da morte está morto. O Dr. Nobel, que ficou rico por descobrir maneiras de matar pessoas mais rapidamente do que antes, morreu ontem”.

sábado, 20 de janeiro de 2007

Música - Top James Bond (Parte II)

Duran Duran - A View To A Kill (1985)



Tina Turner - GoldenEye (1995)



Chris Cornell - You Know My Name (2006)

Música - Top James Bond (Parte I)

Shirley Bassey - Goldfinger (1964)



Louis Armstrong - We Have All The Time In The World (1969)



Paul McCartney - Live And Let Die (1973)

Curiosidades III (As Sete Maravilhas)

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo constituem a lista das sete manifestações artísticas mais representativas do mundo clássico. Essa lista foi baseada em guias que eram populares entre os turistas helénicos (antiga Grécia) e só incluía construções localizadas em áreas próximas do mar Mediterrâneo. A lista foi compilada e colocada num poema por Antipater de Sídon por volta de 140 A.C.:

- Grande Pirâmide de Gizé
- Jardins Suspensos da Babilónia
- Templo de Ártemis em Éfeso
- Estátua de Zeus em Olímpia
- Mausoléu de Halicarnasso
- Colosso de Ródes
- Farol de Alexandria

Nota: A lista original incluía a Porta de Ishtar (Babilónia) em vez do Farol de Alexandria.

Música - Bandas I (A-Ha)



quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Humor I (Saw IV)

Aqui está o tão aguardado trailer não oficial do filme Saw IV. Espero que gostem.

Música - OST I (Chariots Of Fire)

Vencedor de 4 Óscares (incluindo melhor filme e melhor banda sonora), Chariots Of Fire é um clássico e um dos meus filmes preferidos. A sua banda sonora, da autoria de Vangelis, é magnífica. Deixo-vos um link do You Tube com o vídeo do tema principal do filme. Espero que gostem.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Curiosidades II (O Sr. Internet)

Tim Berners-Lee, nascido em Junho de 1955 em Londres, foi o criador da World Wide Web. Os seus pais, ambos matemáticos, fizeram parte da equipa que construiu o Manchester Mark I, um dos primeiros computadores electrónicos, em 1949. Berners-Lee licenciou-se em Física pela Universidade de Oxford em 1976 e enquanto trabalhava no CERN no final dos anos 80, criou o primeiro browser, o primeiro servidor e o primeiro website (que foi colocado online em Agosto de 1991). O conteúdo do primeiro website pode ser consultado em http://www.w3.org/History/19921103-hypertext/hypertext/WWW/TheProject.html

Curiosidades I (Esquecidos Por Deus)

"J´ai été oubliée par le Bom Dieu" ("Eu fui esquecida pelo bom Senhor")

Jeanne Calment (1875 - 1997)

Segundo o site Wikipedia, um supercentenário é uma pessoa que atinge a idade de 110 ou mais anos de vida, algo que só foi conseguido por algumas centenas de pessoas. O livro dos recordes do Guiness tem feito uma investigação histórica rigorosa com o objectivo de determinar aquela que é a pessoa mais velha do mundo em determinado momento. Essas investigações têm gerado alguma controvérsia, pois bastantes registos históricos que confirmam a idade dos "pretendentes ao título" tem-se perdido e outros têm aparecido a comprovar a existência de fraudes. Devido à sua idade bastante avançada, as pessoas detentoras desse "título" não o conservam por muito tempo e passam o título a alguém mais novo ou então a alguém que tenha sido "descoberto" e cujos registos provam sem sombra de dúvida a sua idade. Hoje em dia, o detentor é porto-riquenho, chama-se Emiliano Mercado Del Toro e tem a bonita idade de 115 anos.

As histórias destas pessoas fazem-nos fazer a pergunta: "Quanto tempo pode viver um ser humano? Será que o organismo humano é capaz de atingir os 150 anos?". Esse limite de idade vai sendo cada vez maior à medida que as pessoas vão vivendo cada vez mais tempo. Jeanne Calment, nascida em 1875 em Arles (França), é a actual recordista mundial, tendo vivido 122 anos e 164 dias. Algumas curiosidades da sua longa vida:

- Tinha 14 anos quando foi concluída a torre Eiffel;
- Aos 85 anos, ainda praticava esgrima;
- Em 1965, com 90 anos, Calment assinou um acordo com um advogado para vender um condomínio. O advogado concordou em pagar-lhe mensalmente o dinheiro da compra enquanto ela fosse viva. Contudo, o advogado faleceu primeiro, em 1995 (quando Jeanne tinha 120 anos), tendo a viúva continuado a fazer os pagamentos até Jeanne falecer, em Agosto de 1997;
- Compareceu ao funeral de Victor Hugo (1885) e conheceu Van Gogh (que faleceu em 1890);
- Deixou de fumar aos 117 anos, por estar a ficar cega e ter vergonha de pedir a alguém lume;

Cinema - Review I (Intro)

A partir da próxima semana, começarei a efectuar críticas de filmes que tenha visto e, como poderão perceber pelo título do blog, eu sou um movie buff no verdadeiro sentido da palavra. Não sou uma pessoa que vê só blockbusters e afins, eu gosto de quase todos os géneros de filmes e procuro ver todos os filmes conceituados ou que me interessem, o que também inclui naturalmente filmes a preto e branco e filmes mudos, já que alguns dos filmes que se encontram nessas categorias são considerados por muitos como alguns dos melhores filmes já feitos (exemplos: Citizen Kane, Schindler´s List, The Third Man, Metropolis, The Seven Samurai, etc).

Confesso que existem géneros de que não gosto tanto, principalmente os musicais e os filmes asiáticos (procuro sempre ver os filmes mais conceituados nessas categorias). Julgo estar bem informado relativamente às notícias do mundo da 7º Arte. Á medida que forem vendo as primeiras críticas, rapidamente se irão aperceber que eu sou (pelo menos julgo ser) bastante exigente e raramente dou boas notas a filmes.

Além disso, as reviews não serão testamentos enormes, mas sim (na maior parte dos casos) textos relativamente curtos, onde exponho uma sinopse seguida de uma análise do que acho que o filme tem de bom ou mau e o que poderia ter feito para melhorar a minha opinião.
Devo dizer que só costumo ler os comentários de 3 críticos: Roger Ebert, James Berardinelli e Pablo Villaça. Quanto ao sistema de avaliação, as notas variam entre 0 e 5 (se bem que dificilmente irão atingir qualquer um dos extremos).

É importante realçar que a esmagadora maioria dos filmes que vi apresenta notas que variam entre o 2,5 e o 3, sendo muito raro aparecer um filme que considere ser bom. É essa a maravilha do cinema, toda a gente tem uma opinião diferente. Por vezes, apresentarei na minha review alguns spoilers, mas não sem alertar primeiro para essa situação.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Cinema - Quotes I


Gen. Morters: Where's the microfilm, Mike?
Mike McCracken: I don't know, I gave it to York. I thought she was one of your men.
Gen. Morters: Act in haste, repent in leisure.
Mike McCracken: But he who hesitates is lost.
Gen. Morters: Never judge a book by its cover.
Mike McCracken: What you see is what you get.
Gen. Morters: Loose lips, sink ships...
Mike McCracken: Life is very short, and there's no time for fussing or fighting, my friend.
[Gen. Morters, cornered, looks to Mr. Jigsaw. Mr. Jigsaw consults Bartlett's Familiar Quotations, shakes his head]
Gen. Morters: Sorry Mike, no good. You´ve been careless, sloppy.

Para o primeiro post, escolhi colocar a cena que contêm a quote que deu o nome ao blog e que aparece no filme Loaded Weapon 1 (1993). Aliás, esse filme, que é muito pouco conhecido, tem provavelmente o maior número de one-liners memoráveis de todos os filmes que vi.