Título Original: BloodRayne (2005)Nota: 1,5/5 (Mau)
Realizador: Uwe Boll
Argumento: Guinevere Turner
Elenco: Kristanna Loken, Ben Kingsley, Michael Madsen, Michelle Rodriguez, Matthew Davis, Billy Zane, entre outros
Género: Terror/Acção
Duração: 95 minutos
Sinopse: A acção passa-se na Roménia, no século XVIII. Rayne (Kristanna Loken) é uma dhampir (parte humana, parte vampiro) que procura vingar-se do seu pai, Kagan (Ben Kingsley), o rei dos vampiros, por este ter morto a sua mãe. Pelo caminho, Rayne encontra os membros da Sociedade Brimstone (Michael Madsen, Michelle Rodriguez e Matthew Davis), que conseguem convencê-la a juntar-se a eles na luta contra o poderoso Kagan.
Crítica: Nos dias de hoje, Uwe Boll é considerado por muitos como um dos piores realizadores de todos os tempos. Esta “fama” foi obtida tendo em conta os últimos três filmes realizados por ele: House Of The Dead (2003), Alone In The Dark (2005) e BloodRayne (2005), sendo os três versões cinematográficas de videojogos de sucesso. Eu achei o Alone In The Dark razoável e estava a pensar que ele não era assim tão mau realizador, mas depois vi BloodRayne…
Parece que o elenco envolvido neste filme não se apercebeu que estava a fazer um filme baseado num videojogo, porque todos eles transmitem um nível de seriedade que não é justificado, como se não se tratasse de um filme xunga. O filme é patético e não gera qualquer interesse ou emoção. As cenas de acção são by-the-numbers, completamente rotineiras e banais (mas não se preocupem, porque sangue é o que não falta neste filme). As interpretações são wood pura, os actores dizem o diálogo sem qualquer tipo de emoção, como se tivessem a lê-lo directamente do papel. A certa altura, até introduzem uma cena de sexo, cujo único objectivo seria certamente tentar manter a audiência acordada. Os efeitos visuais não estão maus (nomeadamente as transformações em vampiros), assim como os cenários.
Para Ben Kingsley, este é mais um passo no sentido da destruição da sua credibilidade como actor, depois do ridículo Thunderbirds (2004), onde também interpretava o vilão. Kagan é um vilão patético e com um capachinho ridículo. Eu esperava que ao menos a luta final entre Rayne e Kagan fosse emocionante, mas não: pareciam mais que estavam a dançar do que a lutar até à morte. Em geral, acho BloodRayne um filme patético e que pode ser incluído na categoria camp (os chamados bons-maus filmes), já que é hilariante de um modo não intencional.
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