segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Cinema - Jack Valenti e a história da MPAA (Parte IV - As críticas ao sistema actual)


Desde a sua implementação, o mais recente sistema de classificação do conteúdo dos filmes tem sido bastante criticado por críticos de cinema, produtores e estúdios independentes:

- Roger Ebert já manifestou várias vezes a sua insatisfação com o sistema. Segundo Ebert, o sistema actual penaliza muito mais os filmes em que aparecem cenas de sexo do que filmes com cenas de bastante violência. Só assim se explica como filmes bastante violentos como The Passion Of The Christ e Saving Private Ryan tenham recebido um R e filmes menos “pesados” em termos de conteúdo e com várias cenas de sexo (Showgirls, por exemplo) tenham recebido um NC-17.

- Os estúdios independentes argumentam que a MPAA é mais “leve” na análise de filmes dos grandes estúdios. Dois exemplos referidos são Scary Movie (Miramax) e Orgazmo (produção independente): o primeiro filme continha cenas bastante ofensivas de humor de natureza sexual e recebeu um R, enquanto que o outro, ligeiramente mais leve em termos de conteúdo, recebeu um NC-17.

- Outra crítica bastante frequente diz respeito à mudança dos padrões de classificação. Filmes que nos anos 70 e 80 receberiam um R hoje recebem um PG-13, estando a MPAA a contribuir para alterar os padrões de violência e de sexo nos filmes. A consequência disso é que as crianças hoje em dia estão mais “habituadas” a certos níveis de violência e de sexo, níveis esses que eram considerados inadequados para as crianças das gerações anteriores.

- A MPAA também é criticada por atribuir a classificação R a filmes que contenham pouca linguagem obscena e que sejam, apesar disso, bastante adequados para adolescentes em termos de conteúdo. Um dos melhores exemplos é Before Sunrise (1995), do qual Roger Ebert disse o seguinte: “The R rating for this film, based on a few four-letter words, is entirely unjustified. It is an ideal film for teenagers”.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Curiosidades - Penicilina

“Fui acusado de ter inventado a penicilina, mas jamais alguém o poderia ter feito. A Natureza fabrica-a há milhares de anos. Eu limitei-me a descobri-la.”

Alexander Fleming

A penicilina foi o primeiro antibiótico usado para tratar infecções bacterianas em humanos. A era dos antibióticos teve início numa tarde húmida de Setembro de 1928, quando o bacteriologista escocês Alexander Fleming (1881 - 1955) notou que as bactérias presentes numa cultura morriam sempre que se desenvolvia um determinado fungo do bolor, o Penicillium notatum. Ao estudar o fungo, Fleming apercebeu-se que este produzia uma substância (a que chamou penicilina) que inibia a multiplicação das bactérias.

Entusiasmado pela descoberta, Fleming escreveu um artigo sobre o assunto para o Medical Research Club de Londres e mais tarde publicou um relatório. Apesar de ambos terem sido ignorados pela comunidade científica, Fleming recusou-se a desistir, convicto de que a penicilina podia salvar vidas humanas. Durante os anos 30, continuou a cultivar fungos para purificar uma vacina contra a gripe que estava a ser desenvolvida sob a sua orientação, ao mesmo tempo que enviava amostras de penicilina a investigadores de todo o mundo.

Em 1940, o patologista Howard Florey (1898 - 1968) e o bioquímico Ernst Chain (1906 - 1979) estabilizaram e purificaram a penicilina, confirmaram a sua eficácia no combate às infecções e comprovaram que não era tóxica para os seres humanos. Foi usada pela primeira vez para tratar feridos durante a Segunda Guerra Mundial e desde então salvou milhões de vidas. Em 1945, Fleming, Florey e Chain receberam o Prémio Nobel de Medicina e Fisiologia.

domingo, 30 de novembro de 2008

Humor - Especial SXSW (Parte II)

Aviso: Os vídeos que se seguem contêm cenas de grande violência, não sendo recomendados às pessoas mais sensíveis.

El Jardinero

The Dead Won't Die

Hell Hath No Fury

sábado, 29 de novembro de 2008

Humor - Especial SXSW (Parte I)

Aviso: Os vídeos que se seguem contêm cenas de grande violência, não sendo recomendados às pessoas mais sensíveis.

Hobo With a Shotgun

Jesus Rises

Black Mantis

sábado, 22 de novembro de 2008

Cinema - Jack Valenti e a história da MPAA (Parte III)

Nos anos seguintes, Valenti e a MPAA esforçaram-se por desenvolver um sistema de classificação dos filmes mais eficaz. Apareceram novas categorias e outras sofreram alterações:

- O M deixou de ser utilizado e foi alterado para PG nos anos 70;

- O PG-13 foi criado como resultado do protesto das pessoas em relação a dois filmes de 1984 (Indiana Jones And The Temple Of Doom e Gremlins), que se encontravam algures entre o PG (adequado para adolescentes e para crianças acompanhadas por um adulto) e o R (Pessoas com menos de 17 anos não podem ver o filme, excepto se estiverem acompanhados por um adulto);
- O X deixou de ser utilizado e foi alterado para NC-17 em 1990;

Hoje em dia, o sistema de classificação utilizado é o seguinte:


- G (General Audiences): O filme em causa pode ser visto por toda a gente.

- PG (Parental Guidance Suggested): Parte do conteúdo do filme não é adequado para crianças, sendo recomendada a presença de um adulto.
- PG-13 (Parents Strongly Cautioned): Parte do conteúdo do filme não é adequado para crianças com menos de 13 anos, sendo recomendada a presença de um adulto.
- R (Restricted): Pessoas com menos de 17 anos não podem ver o filme, excepto se estiverem acompanhados por um adulto.
- NC-17: Ninguém com a idade de 17 ou menos pode ver o filme.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

No Comments XXVI (Batman)

The Mayor of a turkish city called Batman is suing director Christopher Nolan and Warner Bros. bosses for a cut of their Caped Crusader film franchise. Huseyin Kalkan has accused the brains behind The Dark Knight of using the city´s name without permission in the bizarre new legal action. The Mayor states "There is only one Batman in the world. The American producers used the name of our city without informing us". And Kalkan goes so far as to blame the latest Nolan film for a spate of murders and suicides in Batman. He also claims the stigma attached to the city makes it almost impossible for local businesses to be taken seriously abroad.

IMDB (11/11/2008)

sábado, 15 de novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Cinema - Jack Valenti e a história da MPAA (Parte II)

Entre 1934 e 1954, Joseph Breen (1888 - 1965) foi o presidente da MPPDA. Durante a sua presidência, a organização atingiu um poder sem precedentes, removendo e alterando a seu belo prazer cenas de bastantes filmes, para desespero e fúria de argumentistas, realizadores e produtores. Quem se recusasse a fazer as alterações necessárias não recebia o certificado de aprovação e o filme era impedido de estrear nos cinemas.

No final dos anos 50, a “idade de ouro” de Hollywood tinha terminado e o cinema americano
tinha adversários de peso: a televisão e os filmes estrangeiros. Os estúdios precisavam desesperadamente de fazer algo, de modo a fugir à falência eminente. O código foi gradualmente perdendo a sua importância e alguns dos mais importantes filmes daquele período estrearam mesmo sem aprovação (Some Like It Hot (1959) e Psycho (1960) são dois exemplos).

Os anos 60 trouxeram consigo mudanças sociais bastante importantes, levando a sociedade a
fazer uma reavaliação de assuntos como a sexualidade, a descriminação e os direitos civis. Em 1966, Jack Valenti tornou-se o novo presidente da MPAA e deparou-se logo com uma questão complicada relativamente ao filme Who's Afraid Of Virginia Woolf?. O filme continha bastante linguagem obscena e as duas partes envolvidas tiveram de chegar a um meio-termo. Foram feitas algumas alterações e o filme recebeu a aprovação (essa versão final teria sido rejeitada em anos anteriores, constituindo um claro sinal de que o código tinha ficado cada vez mais “leve”). O código Hays foi abandonado em 1967 e a MPAA começou a desenvolver um sistema de classificação etário. Em Novembro de 1968, foi aprovado o novo sistema de classificação, que incluía as seguintes categorias:

G → O filme em causa pode ser visto por toda a gente.

M → O filme em causa só é recomendado a adolescentes e pessoas mais velhas.
R → Pessoas com menos de 16 anos não podem ver o filme, excepto se estiverem acompanhados por um adulto.
X → Pessoas com menos de 17 anos não podem ver o filme.