sexta-feira, 8 de junho de 2007

Cinema - Definições IV (McGuffin, Wood e Stretch)

McGuffin (ou MacGuffin) → Um McGuffin é um elemento do argumento que motiva as personagens e/ou faz com que a história do filme avance, não tendo no entanto qualquer relevância para a mesma. Foi Alfred Hitchcock quem tornou popular essa expressão, utilizando várias vezes esse mecanismo nos seus filmes. Refere-se normalmente a um objecto valioso que é cobiçado por grande parte das personagens do filme.

Exemplos:

- A “pata de coelho” em M:I 3
- A mala metálica em Ronin
- A estatueta em The Maltese Falcon

Wood → A expressão Wood está associada à falta de qualidade numa representação. Traduzida à letra, essa palavra significa “madeira”, que é um material rígido e bastante resistente. Se se associar essa rigidez a uma representação, percebe-se que essa palavra traduz a falta de expressividade de uma actor ou actriz, ou seja, a sua incapacidade de transmitir a variedade de emoções pelas quais a personagem vai passando.

Exemplo da aplicação dessa palavra numa crítica:

“The acting makes the performances in a typical high-school play look impressive. There's more wood here than in the walls of a log cabin, and finding the occasional acceptable instance of acting is like rooting through a pile of turds to discover a chunk of glass.”

(Crítica de James Berardinelli ao filme The Devil´s Rejects)

Stretch → Traduzida à letra, a expressão Stretch significa “esticar” e refere-se às situações em que a história de um filme é “esticada” muito para além do justificável, com o objectivo claro de se ganhar mais dinheiro à custa do filme original. Essa expressão está, naturalmente, associada a filmes que tem bastante sucesso e que “geram” sequelas intermináveis, sendo cada uma pior que a anterior.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

terça-feira, 5 de junho de 2007

Curiosidades - Fotos Com História IV

Esta foto foi tirada em 1913 e nela aparecem os membros da família real russa: Nicolau II, a sua mulher Alexandra e os seus 5 filhos (Olga, Maria, Tatiana, Anastásia e Alexei). Nicolau II subiu ao trono em 1894 e reinou até 1917, altura em que foi obrigado a abdicar na sequência da Revolução Soviética. O czar e a sua família foram presos pelos bolcheviques e executados em Julho de 1918. Depois de anos de especulação em torno do seu destino, a análise científica de 9 esqueletos encontrados numa vala na Rússia Oriental (1991) confirmou que pertenciam a Nicolau e à sua família.

sábado, 2 de junho de 2007

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Curiosidades XXIII (A Escrita No Espaço)

Existe uma lenda urbana que diz que enquanto a NASA gastou milhões de dólares no desenvolvimento de um instrumento que pudesse ser utilizado para escrever no espaço, os russos utilizavam lápis. Na realidade, os astronautas americanos usaram lápis nas primeiras missões e mais tarde uma “caneta espacial” (a AG7, cuja foto aparece em cima), que foi desenvolvida e financiada por outra companhia, a Fisher Space Pen Company. Ao contrário do que a maior parte das pessoas possa pensar, a presença de lápis no espaço apresenta bastantes riscos, associados a pontas partidas e à elevada inflamabilidade da grafite e da madeira. Após a invenção dessa caneta, tanto os russos como os americanos passaram a utilizá-la para escrever no espaço.

terça-feira, 29 de maio de 2007

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Curiosidades XXII (Projecto Jennifer)

Em 1968, um submarino de elite soviético (K-129) afundou-se a cerca de 400 quilómetros a noroeste da costa do Havai. No ano seguinte, os destroços foram descobertos por um submarino americano. Estava-se no auge da Guerra Fria e as duas super-potências tentavam desesperadamente descobrir os segredos militares uma da outra. Foi com esse objectivo que a CIA lançou uma operação secreta de resgate dos destroços do submarino, operação essa que recebeu o nome de código “Jennifer”.

O bilionário Howard Hughes foi secretamente contratado pela CIA para construir um navio de grandes dimensões, que pudesse ser utilizado para recuperar os destroços do submarino. Em Novembro de 1972, foi iniciada a construção do navio, que foi chamado Hughes Glomar Explorer. Contudo, um navio daquelas dimensões e naquela área iria ser rapidamente detectado por navios soviéticos e a CIA teve de elaborar uma estratégia para justificar a presença do navio naquela zona. A pedido da CIA, Hughes disse à imprensa que o objectivo do navio era a extracção de nódulos de manganês do fundo do Oceano Pacífico.

O navio possuía uma gigantesca garra mecânica, que foi desenhada para se estender até aos 5000 metros de profundidade e elevar os destroços do submarino do fundo do oceano. O processo era realizado de um modo discreto, já que o resgate seria feito por baixo de água e os destroços seriam armazenados num compartimento de grandes dimensões situado no meio do navio. No dia 4 de Julho de 1974, o Glomar Explorer chegou à área onde se encontrava o submarino. Durante o primeiro mês, vários navios russos cercaram-no, com o objectivo de descobrir as verdadeiras intenções da tripulação.

Segundo alguns relatórios secretos recentemente divulgados, no dia 12 de Agosto de 1974 parte da garra mecânica do navio partiu-se, fazendo com que o submarino se partisse ao meio durante o processo de resgate. Apenas uma fracção do submarino foi recuperada, fracção essa que não tinha mísseis ou códigos de lançamento (que tinham um grande valor para os serviços secretos do exercito norte-americano). Os corpos de 6 tripulantes do submarino foram resgatados e enterrados no mar com todas as honras.

Em 1975, o New York Times e o Los Angeles Times publicaram a história. Nos anos que se seguiram, foram escritos alguns livros sobre o caso. No seu livro The Jennifer Project (1997), Clyde W. Burleson argumenta que o submarino foi recuperado na sua totalidade e que a CIA lançou mais tarde uma campanha de desinformação, com o objectivo de fazer com que as pessoas acreditassem que o projecto constituiu um enorme fiasco.