terça-feira, 5 de junho de 2007

Curiosidades - Fotos Com História IV

Esta foto foi tirada em 1913 e nela aparecem os membros da família real russa: Nicolau II, a sua mulher Alexandra e os seus 5 filhos (Olga, Maria, Tatiana, Anastásia e Alexei). Nicolau II subiu ao trono em 1894 e reinou até 1917, altura em que foi obrigado a abdicar na sequência da Revolução Soviética. O czar e a sua família foram presos pelos bolcheviques e executados em Julho de 1918. Depois de anos de especulação em torno do seu destino, a análise científica de 9 esqueletos encontrados numa vala na Rússia Oriental (1991) confirmou que pertenciam a Nicolau e à sua família.

sábado, 2 de junho de 2007

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Curiosidades XXIII (A Escrita No Espaço)

Existe uma lenda urbana que diz que enquanto a NASA gastou milhões de dólares no desenvolvimento de um instrumento que pudesse ser utilizado para escrever no espaço, os russos utilizavam lápis. Na realidade, os astronautas americanos usaram lápis nas primeiras missões e mais tarde uma “caneta espacial” (a AG7, cuja foto aparece em cima), que foi desenvolvida e financiada por outra companhia, a Fisher Space Pen Company. Ao contrário do que a maior parte das pessoas possa pensar, a presença de lápis no espaço apresenta bastantes riscos, associados a pontas partidas e à elevada inflamabilidade da grafite e da madeira. Após a invenção dessa caneta, tanto os russos como os americanos passaram a utilizá-la para escrever no espaço.

terça-feira, 29 de maio de 2007

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Curiosidades XXII (Projecto Jennifer)

Em 1968, um submarino de elite soviético (K-129) afundou-se a cerca de 400 quilómetros a noroeste da costa do Havai. No ano seguinte, os destroços foram descobertos por um submarino americano. Estava-se no auge da Guerra Fria e as duas super-potências tentavam desesperadamente descobrir os segredos militares uma da outra. Foi com esse objectivo que a CIA lançou uma operação secreta de resgate dos destroços do submarino, operação essa que recebeu o nome de código “Jennifer”.

O bilionário Howard Hughes foi secretamente contratado pela CIA para construir um navio de grandes dimensões, que pudesse ser utilizado para recuperar os destroços do submarino. Em Novembro de 1972, foi iniciada a construção do navio, que foi chamado Hughes Glomar Explorer. Contudo, um navio daquelas dimensões e naquela área iria ser rapidamente detectado por navios soviéticos e a CIA teve de elaborar uma estratégia para justificar a presença do navio naquela zona. A pedido da CIA, Hughes disse à imprensa que o objectivo do navio era a extracção de nódulos de manganês do fundo do Oceano Pacífico.

O navio possuía uma gigantesca garra mecânica, que foi desenhada para se estender até aos 5000 metros de profundidade e elevar os destroços do submarino do fundo do oceano. O processo era realizado de um modo discreto, já que o resgate seria feito por baixo de água e os destroços seriam armazenados num compartimento de grandes dimensões situado no meio do navio. No dia 4 de Julho de 1974, o Glomar Explorer chegou à área onde se encontrava o submarino. Durante o primeiro mês, vários navios russos cercaram-no, com o objectivo de descobrir as verdadeiras intenções da tripulação.

Segundo alguns relatórios secretos recentemente divulgados, no dia 12 de Agosto de 1974 parte da garra mecânica do navio partiu-se, fazendo com que o submarino se partisse ao meio durante o processo de resgate. Apenas uma fracção do submarino foi recuperada, fracção essa que não tinha mísseis ou códigos de lançamento (que tinham um grande valor para os serviços secretos do exercito norte-americano). Os corpos de 6 tripulantes do submarino foram resgatados e enterrados no mar com todas as honras.

Em 1975, o New York Times e o Los Angeles Times publicaram a história. Nos anos que se seguiram, foram escritos alguns livros sobre o caso. No seu livro The Jennifer Project (1997), Clyde W. Burleson argumenta que o submarino foi recuperado na sua totalidade e que a CIA lançou mais tarde uma campanha de desinformação, com o objectivo de fazer com que as pessoas acreditassem que o projecto constituiu um enorme fiasco.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Curiosidades XXI (A Peste Negra - Parte III)

O Combate à Doença

Os médicos não sabiam qual era a causa da Peste Negra e, por essa razão, não encontravam nem a defesa nem a cura para a mesma. Houve, no entanto, quem se aproximasse da solução sem saber. Muitos acreditavam que o ar transportava a doença (o que, no caso da peste pneumónica, não estava longe da verdade) e que a sua causa era uma conjunção de planetas (!!). Foram criados vestuários protectores para médicos, que eram utilizados para tratar os doentes com a peste. Contudo, era difícil aplicar a técnica com rigor suficiente para excluir a real fonte da peste: a pulga.

Em Milão e noutros locais, a única estratégia que se revelou eficaz na contenção da doença foi o emparedamento das portas e janelas das casas dos doentes, deixando que as pessoas morressem no seu interior. Nos anos que se seguiram após o fim da epidemia, as comunidades aperceberam-se das vantagens proporcionadas pelo isolamento na contenção de doenças infecciosas. Em 1383, os navios que chegassem a Marselha com doentes ficavam 40 dias em “quarentena” (que derivava de quaranta, palavra italiana para 40).

As Causas

Até 1894, as causas da Peste Negra permaneceram obscuras. Nesse ano, o bacteriologista francês Alexander Yersin (1863 - 1943) e o seu colega japonês (Kitasato Shibasaburo) descobriram o organismo patogénico responsável pela doença (que hoje em dia é conhecido por Yersinia pestis) e a maneira como a peste se espalhara 550 anos antes:

- Quando uma pulga pica um animal que tenha esse organismo (roedores), fica infectada. As bactérias multiplicam-se e acabam por entupir o tubo digestivo da pulga. Incapaz de engolir, a pulga injecta bactérias, que continuam a multiplicar-se na corrente sanguínea do hospedeiro (o ser humano). No porto de Caffa, a presença de uma grande população de ratazanas negras forneceu um terreno perfeito para a proliferação da peste. Como muitos desses animais viviam nos barcos, foi relativamente fácil a chegada da doença ao continente europeu;
- A Europa tinha uma população de cerca de 70 milhões de pessoas em meados do século XIV. Nos grandes aglomerados populacionais abundava a miséria. Os esgotos e o lixo nas ruas não calcetadas constituíram uma área de proliferação ideal para ratos e pulgas contaminadas. Uma vez implantada, a peste alastrou-se facilmente através das rotas comerciais.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Curiosidades XXI (A Peste Negra - Parte II)

Em 1352, o pior tinha passado. Em apenas cinco anos, a peste matou entre um terço e dois terços da população europeia (cerca de 25 milhões de pessoas), deixando esse continente em ruínas (foram necessários cerca de 150 anos para a população atingir os valores que existiam antes da epidemia). Durante esse 5 anos, a doença atingiu pessoas do campo e da cidade, ricos e pobres, desfazendo os laços que uniam a sociedade:

- Os coveiros arriscavam-se a ficar infectados quando recolhiam e enterravam os cadáveres, em troca da riqueza dos mortos e do pagamento dos vivos;
- Milhares de aldeias foram abandonadas, enquanto pais abandonavam filhos e colheitas ficavam por fazer;
- Numa tentativa de controlar a epidemia, as cidades publicavam leis para controlar o comércio com zonas afectadas. Quando os dirigentes locais adoeciam, tornava-se impossível manter a lei e a ordem nesses locais;
- Em Siena, os tribunais foram suspensos e os trabalhos de construção de uma grande catedral pararam e nunca foram reiniciados (ainda hoje, essa catedral está incompleta);
- Em várias cidades e vilas, não houve sobreviventes, enquanto que noutras só restaram menos de uma dúzia de pessoas;
- Para combater a fúria da Peste Negra, um grupo denominado “os flagelantes” jurava açoitar-se três vezes por dia durante 33 dias. Convictos de que uma demonstração de penitência levaria Deus a acabar com a Peste Negra, continuaram esses rituais, tendo muitos deles vindo a morrer devido aos ferimentos;

A epidemia teve outras consequências:

- Escassez repentina de trabalhadores agrícolas. Os sobreviventes desse grupo verificaram que existia uma grande procura dos seus serviços e que podiam exigir salários mais elevados e rendas reduzidas aos proprietários das terras. Isso levou ao desmantelamento do feudalismo (um sistema que unia proprietário de terras e trabalhador rural por laços de serviço e responsabilidades). Após a peste, os camponeses adquiriram maior liberdade em relação aos senhores para quem trabalhavam;
- Muitas pessoas, confrontadas com uma doença inexplicável, viraram-se para a Igreja, na esperança de encontrar a salvação através da oração. Inicialmente, essa instituição enriqueceu bastante, já que muitas pessoas abastadas, vítimas da peste, lhe doaram as suas propriedades. Contudo, à medida que se tornava evidente que a Igreja não conseguia cumprir a promessa de curar os doentes e de erradicar a doença, a sua posição foi ficando cada vez mais enfraquecida aos olhos dos crentes;
- Durante esse período, houve um aumento do fanatismo religioso, que levou à perseguição de minorias: judeus, estrangeiros, pedintes e pessoas que sofriam de doenças de pele (psoríase, acne, lepra, etc; do ponto de vista dos fanáticos religiosos, essas pessoas tinham manifestações externas de “defeitos na alma”) foram separados do resto da população e executados;