sexta-feira, 6 de abril de 2007

Música - Especial Ennio Morricone (Parte I)

Nascido em 1928 em Roma, Ennio Morricone é, sem dúvida, um dos mais talentosos e prolíficos compositores da história do cinema. Apesar de ter composto a banda sonora de cerca de 500 filmes, Morricone é conhecido sobretudo pelas bandas sonoras de filmes realizados por Sergio Leone (For A Fistfull Of Dollars (1964), For A Few Dollars More (1965), The Good, The Bad And The Ugly (1966), Once Upon A Time In The West (1968), Duck, You Sucker (1971) e Once Upon A Time In America (1984)). Em Fevereiro deste ano, Morricone recebeu o Óscar Honorário da Academia. Deixo-vos com algumas das melhores músicas da sua carreira.

The Ecstasy Of Gold (The Good, The Bad And The Ugly)

The Good, The Bad And The Ugly (The Good, The Bad And The Ugly)

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Cinema - Review VIII (Marie Antoinette)

Título Original: Marie Antoinette (2006)
Nota: 2,5/5 (Razoável)
Realizador: Sofia Coppola
Argumento: Sofia Coppola
Elenco: Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Rip Torn, Steve Coogan, entre outros
Género: Drama
Duração: 123 minutos

O 3º filme de Sofia Coppola foi, como já se esperava, uma grande desilusão. Rico visualmente, mas vazio em termos de conteúdo na maior parte da sua duração, Marie Antoinette é um filme meramente razoável. A hora e meia inicial do filme consiste numa “orgia” de festas, mexericos, roupas e penteados extravagantes, à medida que acompanhamos Marie a tentar adaptar-se às tradições e costumes da alta sociedade francesa. Passado pouco tempo, o filme começa a ser cansativo, porque a história avança muito devagar e o desenvolvimento das personagens é reduzido. As escolhas musicais também não ajudam, alternando entre música da época e música actual, uma fusão que raramente é bem sucedida.

O melhor do filme é, sem dúvida, a meia hora final, quando se inicia a Revolução Francesa. Marie e o resto da família real são apanhados no clima tumultuoso e violento que se instala e serão, anos mais tarde, guilhotinados. A decisão de Sofia Coppola em dar mais importância ao período anterior ao da revolução constitui um enorme desperdício. Do meu ponto de vista, a parte realmente “interessante” da vida da personagem principal corresponde ao período pós-revolucionário, em que Marie e o rei esperam pela morte na guilhotina e onde se poderia estabelecer um contraste entre a anterior opulência e a miséria que fez parte das suas vidas até ao fim. Em vez disso, o filme possui uma história inconsequente e com poucas reviravoltas que despertem o interesse do espectador.

As personagens do filme não são muito interessantes (Marie é uma pessoa alegre, fútil, mimada e completamente isolada do mundo real, onde a pobreza e a miséria abundam) e as interpretações são meramente adequadas. Esperemos que Sofia Coppola não siga o exemplo de M. Night Shyamalan, que começou muito bem e que, pouco a pouco, se foi afundando no seu próprio ego.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Curiosidades XVI (Santo Sudário - Parte II)

Nos últimos 30 anos, o sudário foi analisado por diversos especialistas, com o objectivo de determinar a sua autenticidade. As primeiras análises ao sudário foram realizadas em 1977 por uma equipa de cientistas da Universidade de Turim. Os resultados demonstraram que a imagem do sudário é composta por inúmeras gotículas de tinta, nomeadamente ocre vermelho. Em 1988, foi efectuada uma datação por carbono em 3 laboratórios diferentes, chegando todos à mesma conclusão: o tecido datava do período entre 1260 e 1390 (recentemente, provou-se que os pedaços utilizados nessa análise eram inválidos por inúmeras razões e que não constituem uma prova definitiva de que o sudário é uma fraude). Outras análises ao tecido obtiveram os seguintes resultados:

- A análise da estrutura química indicou que se tratava de um tecido muito semelhante aos que eram fabricados em Israel no século I. A análise das técnicas utilizadas no seu fabrico apoia a conclusão anterior, de que o tecido foi fabricado à cerca de 1900 anos;

- A análise do tecido mostrou que durante a crucificação foram pregados os pulsos e não as palmas das mãos da pessoa cuja imagem aparece no tecido. Essa técnica de crucificação, apesar de contraria à iconografia tradicional cristã, é apoiada por vários historiadores. Segundo esses historiadores, as vítimas de crucificação naquele período eram geralmente pregados à cruz pelos pulsos. Isto constitui uma prova da autenticidade do sudário, já que na Idade Média as pessoas acreditam que a maneira como Jesus fora crucificado estava de acordo com a iconografia tradicional cristã;

- A análise de várias manchas vermelhas apresentou resultados diferentes: uma das análises demonstrou que se tratava de pigmentos de tinta medieval enquanto que a outra identificou as manchas como sendo sangue do tipo AB. Foi feita uma outra análise, onde foi detectada a presença de hemoglobina e onde se provou que as manchas eram sangue do tipo AB;

- Após uma análise ao tecido, foram descobertos grãos de pólen de espécies que são comuns em Israel durante a Primavera. Contudo, as amostras foram fornecidas aos cientistas que realizaram a análise por um criminologista suíço, que já fora acusado de falsificar provas. Os cépticos alertaram também para outra possibilidade: a de que os peregrinos que tenha estado em contacto com o tecido no passado o tenham contaminado involuntariamente com grãos de pólen (através das flores que traziam nessas ocasiões);

- A análise digital da imagem do tecido mostrou o que pareciam ser moedas características da Israel do século I nos olhos da pessoa. Essa descoberta parecem apoiar as teorias dos cépticos, na medida em que não era costume na tradição judia colocar moedas nos olhos dos falecidos. Além disso, a análise digital da imagem é uma ciência um pouco subjectiva, à semelhança do conhecido teste de Rorschach;

Hoje em dia, existem múltiplas teorias que tentam explicar como foi formada a imagem presente no tecido:

- Formação milagrosa (um efeito secundário da ressurreição de Cristo);
- Um exemplo primitivo de uma fotografia, possivelmente criada por Leonardo Da Vinci a partir do seu auto-retrato (Da Vinci nasceu cem anos depois da 1º aparição do tecido, mas poderá ter utilizado o tecido original para criar uma falsificação de muito melhor qualidade);
- Uma pintura efectuada por um artista muito talentoso;
- Uma “máscara solar”;

A Igreja Católica proibiu a realização de mais testes no sudário, o que impossibilita a descoberta da verdade sobre as origens do tecido e da imagem que ele contém.

Curiosidades XVI (Santo Sudário - Parte I)

O Santo Sudário (ou Sudário de Turim) é um pano de linho antigo, que apresenta a imagem de um homem que parece ter sofrido traumatismos vários, consistentes com um acto de crucificação. O tecido tem cerca de 4,4 metros de comprimento e 1,1 metros de largura e apresenta duas imagens (uma frontal e uma na parte de trás). Muitas pessoas acreditam que o sudário foi o tecido que cobriu Jesus Cristo na sua tumba e que a sua imagem terá ficado “impressa” no tecido. Hoje em dia, existe um intenso debate entre cientistas, historiadores e a comunidade cristã sobre a autenticidade do sudário.

A menção mais antiga do sudário é do século VI e refere-se à chamada Imagem de Edessa. Segundo relatos desse período, a Imagem de Edessa era um tecido onde a imagem de Jesus tinha sido “impressa”, sendo considerada uma relíquia sagrada. No ano de 944, a imagem foi transportada de Edessa (que se situa no que é hoje o sul da Turquia) para Constantinopla (a actual Istambul, também na Turquia). Recentes descobertas nos arquivos do Vaticano revelaram um texto antigo onde era dito que nesse tecido estava uma imagem de todo o corpo de Jesus e não apenas da sua face, o que permite estabelecer uma ligação entre a Imagem de Edessa e o Santo Sudário.

No ano de 1203, um cruzado chamado Robert de Clari afirmou ter visto o tecido em Constantinopla, tendo feito uma descrição pormenorizada da imagem de Cristo. Em 1205, uma carta enviada por Theodore Angelos dizia que após a 4º Cruzada (em que foram depostos vários imperadores bizantinos, um dos quais era tio de Angelos), os franceses tinham ficado com as relíquias religiosas, em especial com um tecido de linho que cobrira o corpo de Jesus após a sua morte e antes da sua ressurreição.

No ano de 1357, a viúva do cavaleiro francês Geoffroi de Charny colocou o tecido que é hoje conhecido como Santo Sudário numa igreja em Lirey, França. Nos anos seguintes, o tecido foi frequentemente exposto ao público. Em 1389, a imagem foi denunciada ao Papa como uma fraude. Nessa denúncia, o bispo Pierre D'Arcis dizia que não existia menção à imagem nas escrituras e que se tratava da obra de um artista local, cujo nome não foi revelado na carta. O artista tinha confessado ter pintado o tecido com o objectivo de ganhar dinheiro à custa dos peregrinos. Se o testemunho desse artista for verdadeiro, isso explicaria o facto dos testes com carbono 14 terem datado o tecido como sendo do período entre 1260 e 1390.

Nos 60 anos seguintes, o tecido foi transportado para vários locais em França até chegar às mãos do Duque Luís de Sabóia, em 1453. A nova aquisição do duque tornou-se na atracção principal da recém construída catedral de Chambery. Após a morte do Duque, o sudário mudou de local várias vezes. Em 1532, o tecido foi danificado por um incêndio na catedral onde se encontrava (incêndio esse que poderá ter contribuído para tornar inválido o teste do carbono 14). O tecido foi novamente transferido para Turim (1578), tendo sido propriedade da casa de Sabóia até 1983, altura em que foi dado à Igreja Católica.

segunda-feira, 26 de março de 2007

sábado, 24 de março de 2007

Humor - Momento Zen IV

Aviso: O video que se segue pode diminuir a vossa inteligência. Não serei responsável por eventuais problemas mentais resultantes da visualização do mesmo. You have been warned !!!

Curiosidades - Fotos Com História I

No ano de 1826, o inventor francês Nicéphore Niépce (1765 - 1833) conseguiu produzir aquela que é a mais antiga fotografia conhecida (uma imagem do quintal da sua casa). Para obter essa imagem, foi necessária a exposição de uma placa de estanho com betume branco da Judeia durante cerca de 8 horas, utilizando uma câmara escura fabricada pelo óptico parisiense Chevalier.

Esta é a única fotografia conhecida do compositor polaco Frederic Chopin (1810 - 1849). Esta foto foi tirada em 1849, na altura em que Chopin estava a morrer com tuberculose.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Cinema - Cenas Memoráveis II

Esta é a magnífica cena inicial de The Thin Red Line (1998).