terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Cinema - Óscares 2007 (Parte I)

A 79º Cerimónia dos Óscares foi divertida e irreverente em muitos aspectos. Ellen DeGeneres esteve bem, especialmente quando entregou um argumento a Martin Scorsese para este dar uma vista de olhos e quando pediu a Steven Spielberg para lhe tirar uma fotografia com Clint Eastwood. Foram momentos bastantes divertidos e que ficaram na memória de quem viu a cerimónia. Gostei também do grupo que fazia as sombras e de como criou várias formas (um sapato representando The Devil Wears Prada, uma carrinha em movimento representando Little Miss Sunshine, o Óscar, etc). Em seguida, faço uma análise das diferentes categorias:

Melhor Filme → The Departed foi considerado o melhor filme do ano, batendo os outros favoritos. Nas últimas semanas, Babel e Little Miss Sunshine começaram a ganhar apoios e a luta pelo Óscar mais importante acabou por se restringir a esses três filmes. The Departed foi também o filme que recebeu mais Óscares (4).

Melhor Realizador → Á sétima foi de vez e Martin Scorsese ganhou finalmente o Óscar de melhor realizador. Scorsese era o grande favorito e acabou por ganhar 26 anos depois da sua primeira nomeação.

Melhor Actor → O Óscar foi para Forest Whitaker, o que não constituiu uma grande surpresa.

Melhor Actriz
→ O Óscar foi para Helen Mirren, o que também não constituiu uma grande surpresa.

Melhor Actor Secundário → Eddie Murphy era o grande favorito, mas foi Alan Arkin quem acabou por ganhar o Óscar, pela sua interpretação em Little Miss Sunshine.

Melhor Actriz Secundária → O Óscar foi para Jennifer Hudson, que era a grande favorita. Das 3 interpretações nomeadas que vi, gostei mais da representação de Rinko Kikuchi (Babel), mas só depois de ver Dreamgirls é que poderei concluir se a vitória de Hudson foi justa.

Melhor Argumento Original → O Óscar foi para Michael Arndt (Little Miss Sunshine).

Melhor Argumento Adaptado → O Óscar foi para William Monahan (The Departed), que era o grande favorito. Gostei especialmente do pormenor de Monahan ter agradecido às pessoas que escreveram Infernal Affairs (The Departed é um remake americano desse filme). Apesar de tanto Monahan como Scorsese terem referido que o filme era de Hong Kong, durante a transmissão foi cometida uma gaffe, tendo sido dito que o filme era japonês (!!!).

Melhor Fotografia
→ Emmanuel Lubezki (Children Of Men) era o grande favorito, mas foi Guillermo Navarro (El Laberinto Del Fauno) quem levou para casa o Óscar.

Melhor Montagem → Foi o 3º Óscar para Thelma Schoonmaker (The Departed), que foi responsável pela edição de grande parte dos filmes de Scorsese.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Humor X (Mach 20)

O vídeo que se segue não é recomendado a pessoas sensíveis.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Cinema - Análise Nomeações (Parte V)

Em seguida, estão as minhas apostas para os Óscares:

Melhor Filme → The Departed (Também ficarei satisfeito se ganhar o Babel ou o Little Miss Sunshine. Ainda não vi o Letters From Iwo Jima, mas creio que também deve ser melhor do que o The Queen)

Melhor Realizador → Martin Scorsese

Melhor Actor → Forest Whitaker

Melhor Actriz → Helen Mirren

Melhor Actor Secundário → Eddie Murphy (Ainda não vi o Dreamgirls, mas duvido que ele mereça o Óscar. A sua vitória resultará mais da sua popularidade do que do seu talento)

Melhor Actriz Secundária → Jennifer Hudson (Como já referi, não vi ainda o Dreamgirls, de modo que não posso comentar sobre a qualidade da sua interpretação. Das 3 interpretações nomeadas que vi (Adriana Barraza, Abigail Breslin e Rinko Kikuchi), gostei mais da representação da actriz japonesa)

Melhor Argumento Original → Guillermo Arriaga (Babel)

Melhor Argumento Adaptado → William Monahan (The Departed)

Melhor Fotografia → Emmanuel Lubezki (Children Of Men)

Melhor Montagem → Thelma Schoonmaker (The Departed)

Melhor Direcção Artística → John Myhre e Nancy Haigh (Dreamgirls)

Melhor Guarda-Roupa → Milena Canonero (Marie Antoinette)

Melhor Banda Sonora → Gustavo Santaolalla (Babel)

Melhor Maquilhagem → David Martí e Montse Ribé (El Laberinto Del Fauno)

Melhor Som → Michael Minkler, Bob Beemer e Willie D. Burton (Dreamgirls)

Melhor Montagem de Efeitos Sonoros → Alan Robert Murray e Bub Asman (Flags Of Our Fathers)

Melhores Efeitos Visuais → Mark Stetson, Richard R. Hoover, Neil Corbould e Jon Thum (Superman Returns)

Melhor Filme De Animação → Cars

Melhor Filme De Língua Estrangeira → El Laberinto Del Fauno

Melhor Documentário → An Inconvenient Truth

Nostalgia VI (Saint Seiya)

Saint Seiya é um desenho animado japonês, mais conhecido em Portugal como "Os Cavaleiros do Zodíaco". Tenho óptimas recordações do tempo em que essa série foi exibida em Portugal pela primeira vez, no final dos anos 80. Nessa altura, eu e os meus amigos compramos tudo o que havia relacionado com a série: cadernetas, bonecos, etc.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Cinema - Análise Nomeações (Parte IV)

Melhor Actriz

Penélope Cruz - Volver (2006)
Judi Dench - Notes On A Scandal (2006)
Helen Mirren - The Queen (2006)
Meryl Streep - The Devil Wears Prada (2006)
Kate Winslet - Little Children (2006)


É a primeira nomeação desta talentosa actriz espanhola e constitui também (com alguma surpresa) a única nomeação de Volver, a mais recente obra de Pedro Almodóvar. Á semelhança das outras 3 actrizes que competem contra Helen Mirren, a sua vitória é improvável.

É a sexta nomeação desta veterana actriz inglesa (4 nomeações para actriz principal e 2 para actriz secundária), tendo ganho apenas uma vez, pela sua interpretação da rainha Isabel I em Shakespeare In Love. A actriz já disse que não iria estar presente na cerimónia (por razões de saúde) e que não acredita na sua vitória.

Helen Mirren é a grande favorita, porque ganhou quase todos os prémios que havia para ganhar pela sua interpretação da rainha Isabel II. É a sua terceira nomeação (a primeira para actriz principal), não tendo ganho ainda nenhum Óscar. A sua vitória é quase certa, mas podem ocorrer surpresas…

Meryl Streep é considerada por muitos a melhor actriz do século XX e o seu currículo não deixa margem para dúvidas: 14 nomeações, tendo ganho apenas 2 vezes (Kramer vs. Kramer e Sophie's Choice). A sua vitória é improvável.

Apesar de ser relativamente nova (31 anos), já é a sua quinta nomeação, depois de ter perdido com Sense And Sensibility, Titanic, Iris e Eternal Sunshine Of The Spotless Mind. A sua vitória é improvável.

A última parte desta análise será postada pouco tempo antes da cerimónia e irá consistir nas minhas apostas para os vencedores em quase todas as categorias.

Humor IX (OJ Simpson)

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Música - OST III (The Girl Next Door)

Donovan - Atlantis



David Gray - This Year´s Love



Queen & David Bowie - Under Pressure

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Cinema - Review VI (M:I 3)

Título Original: Mission: Impossible III (2006)
Nota: 3/5 (Fixe)
Realizador: J.J. Abrams
Argumento: J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci
Elenco: Tom Cruise, Ving Rhames, Keri Russell, Philip Seymour Hoffman, Michelle Monaghan, entre outros
Género: Acção/Thriller
Duração: 126 minutos

Sinopse: O agente da IMF Ethan Hunt (Tom Cruise) retirou-se e dedica-se agora ao treino de agentes, ao mesmo tempo que planeia casar-se com a sua namorada Julia (Michelle Monaghan). No entanto, é forçado a voltar ao activo, quando uma das agentes que treinou é capturada enquanto investigava um traficante de armas internacional de nome Owen Davian (Philip Seymour Hoffman). Contando com a ajuda do seu velho amigo e especialista informático Luther Strickell (Ving Rhames) e dos novos membros da equipa (Maggie Q e Jonathan Rhys Meyers), Ethan terá de dar o seu máximo para apanhar Davian e resgatar a sua namorada, que entretanto fora raptada.

Crítica: Com a estreia de Missão Impossível 3, abriu oficialmente a época dos blockbusters de verão de 2006 e confesso que estava à espera que essa época começasse de melhor maneira do que começou. Enquanto que o original foi realizado por Brian De Palma e a sequela por John Woo, o terceiro filme da série constitui a estreia cinematográfica de um dos mais conhecidos e bem sucedidos realizadores do pequeno ecrã, J.J. Abrams. Abrams traz o seu toque pessoal a este filme, tentando mostrar o lado mais humano de Ethan Hunt, que tinha sido pouco explorado nos dois capítulos anteriores. Repleto de acção, que é quase non-stop, o filme só desacelera nas alturas em que pretende dar a conhecer um pouco mais do lado pessoal da personagem interpretada por Cruise.

Essa estratégia podia ter sido melhor explorada, pois as cenas do filme que mostram a interacção entre Ethan e Julia são poucas e não são suficientes para permitir ao público estabelecer uma ligação mais forte com as personagens, o que permitiria tornar o desenrolar dos acontecimentos mais emocionante. Mas, afinal de contas, não se trata de um drama e as pessoas pagaram o bilhete na expectativa de ver cenas de acção espectaculares e emocionantes, com stunts arriscadas, explosões e tiros em quantidade elevada. As cenas de acção do filme são bem concebidas e interessantes, mas nós já vimos esse género de coisas noutros filmes, acabando por não ser tão emocionantes como desejaríamos.

A história do filme, à semelhança do 2º capítulo, é simples e relativamente fácil de seguir. Começa de um modo bastante tenso, com Davian a ameaçar matar Julia, em frente de um Ethan Hunt preso a uma cadeira e a implorar pela vida da sua namorada. Davian quer que Ethan lhe diga a localização de algo chamado “Pata de Coelho”, começando uma contagem decrescente que termina com um tiro e é seguida de um flashback, no qual somos informados de tudo o que acontecera até aquele ponto. Ethan estava à beira de se casar com Julia (que desconhece que ele é um espião), quando é forçado a voltar ao activo para tentar resgatar em Berlim uma das agentes que treinou (Keri Russell), que fora capturada por Davian. A operação não é totalmente bem sucedida, mas leva à revelação da existência de um agente infiltrado na IMF e ao planeamento de uma nova missão, que tem por objectivo a captura de Davian, de modo a impedir a venda de uma arma não especificada e que é apenas conhecida por “Pata de Coelho"....

Com o desenrolar dos acontecimentos, a equipa liderada por Hunt é forçada a deslocar-se a vários locais: Roma, Maryland e finalmente a Shanghai, onde o flashback termina e a acção volta ao presente. Em cada um desses locais, as operações são coordenadas e executadas em equipa, algo que tinha sido pouco explorado no 2º filme da série. Um dos defeitos que aponto ao filme é o desperdício da personagem Owen Davian, que constitui um vilão bastante interessante (boa interpretação de Philip Seymour Hoffman, depois de ter recebido o Óscar de Melhor Actor), mas que aparece pouco tempo no filme, sendo a certa altura relegado para 2º plano. As restantes interpretações são adequadas, cabendo a Cruise desempenhar o papel do coelho das pilhas Duracell (usando uma frase de Todd McCarthy: “Tom Cruise pareceu determinado a efectuar a mais persuasiva personificação humana de um Ferrari”). A realização de J.J. Abrams é sólida, sendo particularmente eficaz na cena inicial, onde foi gerado um nível de tensão e de intensidade que infelizmente não esteve presente no resto do filme. Em geral, considero o filme um blockbuster divertido e satisfatório, mas que ficou aquém das minhas expectativas, já que esperava um filme mais intenso e emocionante.