domingo, 18 de fevereiro de 2007

Música - OST III (The Girl Next Door)

Donovan - Atlantis



David Gray - This Year´s Love



Queen & David Bowie - Under Pressure

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Cinema - Review VI (M:I 3)

Título Original: Mission: Impossible III (2006)
Nota: 3/5 (Fixe)
Realizador: J.J. Abrams
Argumento: J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci
Elenco: Tom Cruise, Ving Rhames, Keri Russell, Philip Seymour Hoffman, Michelle Monaghan, entre outros
Género: Acção/Thriller
Duração: 126 minutos

Sinopse: O agente da IMF Ethan Hunt (Tom Cruise) retirou-se e dedica-se agora ao treino de agentes, ao mesmo tempo que planeia casar-se com a sua namorada Julia (Michelle Monaghan). No entanto, é forçado a voltar ao activo, quando uma das agentes que treinou é capturada enquanto investigava um traficante de armas internacional de nome Owen Davian (Philip Seymour Hoffman). Contando com a ajuda do seu velho amigo e especialista informático Luther Strickell (Ving Rhames) e dos novos membros da equipa (Maggie Q e Jonathan Rhys Meyers), Ethan terá de dar o seu máximo para apanhar Davian e resgatar a sua namorada, que entretanto fora raptada.

Crítica: Com a estreia de Missão Impossível 3, abriu oficialmente a época dos blockbusters de verão de 2006 e confesso que estava à espera que essa época começasse de melhor maneira do que começou. Enquanto que o original foi realizado por Brian De Palma e a sequela por John Woo, o terceiro filme da série constitui a estreia cinematográfica de um dos mais conhecidos e bem sucedidos realizadores do pequeno ecrã, J.J. Abrams. Abrams traz o seu toque pessoal a este filme, tentando mostrar o lado mais humano de Ethan Hunt, que tinha sido pouco explorado nos dois capítulos anteriores. Repleto de acção, que é quase non-stop, o filme só desacelera nas alturas em que pretende dar a conhecer um pouco mais do lado pessoal da personagem interpretada por Cruise.

Essa estratégia podia ter sido melhor explorada, pois as cenas do filme que mostram a interacção entre Ethan e Julia são poucas e não são suficientes para permitir ao público estabelecer uma ligação mais forte com as personagens, o que permitiria tornar o desenrolar dos acontecimentos mais emocionante. Mas, afinal de contas, não se trata de um drama e as pessoas pagaram o bilhete na expectativa de ver cenas de acção espectaculares e emocionantes, com stunts arriscadas, explosões e tiros em quantidade elevada. As cenas de acção do filme são bem concebidas e interessantes, mas nós já vimos esse género de coisas noutros filmes, acabando por não ser tão emocionantes como desejaríamos.

A história do filme, à semelhança do 2º capítulo, é simples e relativamente fácil de seguir. Começa de um modo bastante tenso, com Davian a ameaçar matar Julia, em frente de um Ethan Hunt preso a uma cadeira e a implorar pela vida da sua namorada. Davian quer que Ethan lhe diga a localização de algo chamado “Pata de Coelho”, começando uma contagem decrescente que termina com um tiro e é seguida de um flashback, no qual somos informados de tudo o que acontecera até aquele ponto. Ethan estava à beira de se casar com Julia (que desconhece que ele é um espião), quando é forçado a voltar ao activo para tentar resgatar em Berlim uma das agentes que treinou (Keri Russell), que fora capturada por Davian. A operação não é totalmente bem sucedida, mas leva à revelação da existência de um agente infiltrado na IMF e ao planeamento de uma nova missão, que tem por objectivo a captura de Davian, de modo a impedir a venda de uma arma não especificada e que é apenas conhecida por “Pata de Coelho"....

Com o desenrolar dos acontecimentos, a equipa liderada por Hunt é forçada a deslocar-se a vários locais: Roma, Maryland e finalmente a Shanghai, onde o flashback termina e a acção volta ao presente. Em cada um desses locais, as operações são coordenadas e executadas em equipa, algo que tinha sido pouco explorado no 2º filme da série. Um dos defeitos que aponto ao filme é o desperdício da personagem Owen Davian, que constitui um vilão bastante interessante (boa interpretação de Philip Seymour Hoffman, depois de ter recebido o Óscar de Melhor Actor), mas que aparece pouco tempo no filme, sendo a certa altura relegado para 2º plano. As restantes interpretações são adequadas, cabendo a Cruise desempenhar o papel do coelho das pilhas Duracell (usando uma frase de Todd McCarthy: “Tom Cruise pareceu determinado a efectuar a mais persuasiva personificação humana de um Ferrari”). A realização de J.J. Abrams é sólida, sendo particularmente eficaz na cena inicial, onde foi gerado um nível de tensão e de intensidade que infelizmente não esteve presente no resto do filme. Em geral, considero o filme um blockbuster divertido e satisfatório, mas que ficou aquém das minhas expectativas, já que esperava um filme mais intenso e emocionante.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Curiosidades X (Watergate)

No dia 17 de Junho de 1972, um segurança nocturno do Complexo Watergate (um conjunto de edifícios, onde existem escritórios, apartamentos e um hotel; Localiza-se em Washington) apercebeu-se de que existiam intrusos e chamou a polícia. Foram detidos 5 homens (Bernard Barker, Virgilio González, Eugenio Martínez, James W. McCord, Jr. e Frank Sturgis), que foram acusados de assalto à sede do Comité Nacional Democrata. Supôs-se já na altura que não teria sido o primeiro assalto feito por aqueles homens aquele local.

O que começou como um mero assalto acabou por se transformar no maior escândalo político da história dos Estados Unidos. A investigação levada a cabo pelos jornalistas do Washington Post (Carl Bernstein e Bob Woodward) chamou a atenção sobre o assunto, levando à descoberta de que os 5 homens eram na realidade mercenários pagos pela comissão para a reeleição do presidente Richard Nixon. Os assaltos serviram para fotografar documentos e para a colocação de escutas na sede do partido Democrata (as escutas foram colocadas com o objectivo de se descobrir a fonte de fugas de informação e, por essa razão, os membros da equipa eram conhecidos por “canalizadores”).

Á medida que a sua investigação prosseguia, Woodward e Bernstein começaram a obter provas de que o próprio presidente estava envolvido, tendo muitas dessas provas sido fornecidas por um informador cujo nome de código era “Garganta Funda”. O assunto começou a chamar a atenção do povo americano e mais tarde (1973) foi criado um comité no Senado com o objectivo de investigar o escândalo. Uma a uma, as pessoas que trabalhavam com Nixon na Casa Branca foram chamadas a depor.

Sentindo-se entre “a espada e a parede”, Nixon começou a despedir assessores e a tentar manter o seu nome fora do escândalo, mas era tarde demais. As audiências do comité duraram quase 4 meses, causando bastantes danos à reputação de Nixon e levando à descoberta surpreendente da existência de um sistema de gravação na sala oval da Casa Branca. As gravações foram rapidamente adquiridas pelo comité, apesar dos esforços de Nixon, que tentou despedir várias pessoas envolvidas na investigação.

A opinião pública exigiu a demissão do presidente. Nixon respondeu com a famosa frase "I am not a crook" (“Eu não sou um patife”), insistindo na sua inocência. Contra a sua vontade, o presidente foi forçado a entregar as gravações, que confirmavam o depoimento de várias testemunhas, de que Nixon sabia de tudo e que tinha aprovado o assalto à sede democrata. A situação piorou ainda mais para Nixon quando foi revelado que faltavam partes da gravação, que supostamente teriam sido apagadas por acidente pela secretária de Nixon (mais tarde, conclui-se que isso também não era verdade).

Nixon perdeu o pouco apoio que tinha e renunciou ao cargo no dia 9 de Agosto de 1974, para evitar ser destituído pelo Congresso. Foi sucedido nesse dia pelo vice-presidente Gerald Ford (que faleceu recentemente). Um mês depois da renúncia, Ford perdoou Nixon, concedendo-lhe imunidade em todos os crimes que cometera enquanto presidente dos Estados Unidos, o que revoltou o povo americano.

O escândalo Watergate teve várias consequências:

- A demissão de Nixon e a destruição da sua reputação (tendo muitos dos seus assessores cumprido penas de prisão);
- Reforçou o poder dos “media” um pouco por todo o mundo, tornando-os mais agressivos na cobertura de acontecimentos relacionados com políticos. Nos anos que se seguiram, uma nova geração de jornalistas (inspirados por Woodward e Bernstein) dedicou-se ao jornalismo de investigação e ajudou a expor outros escândalos, que tiveram como consequência uma progressiva redução da confiança do povo nas pessoas que eram eleitas para os representar;
- Ajudou à aprovação do Freedom of Information Act (1986);
- Levou à aprovação de leis que alteravam a maneira como se efectuava o financiamento das campanhas políticas;

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Curiosidades IX

Kevlar

Criado em 1965 pela companhia DuPont, o Kevlar é uma fibra sintética muito forte e leve, possuindo várias características:

- É sete vezes mais resistente que o aço por unidade de peso;
- É um polímero à prova de calor e que não pode ser cortado;
- Não enferruja;

Apesar de ser mais conhecido pela sua utilização em coletes à prova de bala, o Kevlar tem aplicações bastante variadas (raquetes de ténis, cordas, cintos de segurança, pneus, etc).

Lu Chao

Lu Chao, um estudante da Universidade de Silvicultura e Agricultura da província central de Shaanxi (China), conseguiu recitar de cor 67890 casas decimais do número "pi", batendo o recorde do Guiness. A proeza foi realizada no dia 19 de Novembro de 2005, mas só à cerca de 2 meses é que o recorde foi tornado oficial.

Para conseguir memorizar todos esses números, Lu precisou de mais de 10 horas de estudo diário durante as férias. O anterior recorde estava nas mãos de um japonês, que tinha sido capaz de recitar 42195 casas decimais daquele número. De modo a salientar a dificuldade da tarefa realizada por Lu, coloco em seguida as 50 primeiras casas decimais do número "pi":

3.14159265358979323846264338327950288419716939937510

Nostalgia V (TMNT)

As Tartarugas Ninja foram uma das minhas séries preferidas na infân-cia. Tenho óptimas recordações de me levantar cedo no fim-de-semana para a ver.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Música - Bandas III (Oasis - Parte II)

Live Forever



Stand By Me



Some Might Say

Música - Bandas III (Oasis - Parte I)

Wonderwall



Don't Look Back In Anger



Roll With It

Cinema - Análise Nomeações (Parte III)

Melhor Actor

Leonardo DiCaprio - Blood Diamond (2006)
Ryan Gosling - Half Nelson (2006)
Peter O'Toole - Venus (2006/I)
Will Smith - The Pursuit Of Happyness (2006)
Forest Whitaker - The Last King Of Scotland (2006)


É a sua terceira nomeação, depois de ter perdido com What's Eating Gilbert Grape (1993) e The Aviator (2004). Demonstrado um grande talento desde tenra idade, DiCaprio foi catapultado para a fama pela sua participação em Titanic, conseguindo mais tarde efectuar uma transição entre o estatuto de ídolo de adolescentes e o de actor consagrado pela crítica. É um dos melhores actores em Hollywood, tendo demonstrado uma grande versatilidade nos papéis em que participa. 2006 foi um bom ano para este actor, que também tinha boas hipóteses de ser nomeado por The Departed. A sua vitória é improvável, pois o triunfo de Forest Whitaker é quase certo.

É a primeira nomeação deste actor, um dos grandes talentos da nova geração. Apesar de merecida, a nomeação constituiu uma surpresa, já que Half Nelson é um filme independente e relativamente pouco conhecido (é bom saber que os membros da Academia estão atentos aos filmes independentes).

Peter O'Toole é um dos melhores actores do século XX, tendo encarnado personagens memoráveis em filmes como Lawrence Of Arabia, The Lion In Winter, Goodbye, Mr. Chips, entre outros. Foi nomeado 7 vezes, tendo perdido sempre (recebeu mais tarde um Óscar honorário, em 2003). Apesar da inegável qualidade da sua representação em Venus, a sua vitória só será possível através do “factor Scorsese”, ou seja, receber um Óscar após ter perdido imensas vezes, o que serviria como uma compensação. Outro aspecto importante tem a ver com a idade de O'Toole, que, à semelhança de Robert Altman (um dos melhores realizadores americanos de sempre, que foi nomeado várias vezes e nunca ganhou; recebeu um Óscar honorário alguns meses antes de falecer), poderá ter aqui a sua última hipótese para vencer um Óscar, depois de 7 tentativas sem sucesso.

É a 2º nomeação de Will Smith, depois de ter perdido com Ali (2001). Tem a particularidade de ter sido o primeiro artista de hip-hop a ser nomeado para um Óscar. A sua vitória é improvável.

E chegamos ao grande favorito: Forest Whitaker. A sua vitória é quase certa (dos outros 4 nomeados, julgo que só Peter O'Toole tem reais hipóteses de triunfar, devido às razões que já referi), tendo ganho quase todos os prémios para os quais foi nomeado. É a sua primeira nomeação, apesar do talento demonstrado em filmes como Bird (1988), Ghost Dog: The Way Of The Samurai (1999), The Crying Game (1992), entre outros.