quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Cinema - Review IV (Grandma´s Boy)

Título Original: Grandma´s Boy (2006)
Nota: 2,5/5 (Razoável)
Realizador: Nicholaus Goossen
Argumento: Barry Wernick, Allen Covert e Nick Swardson
Elenco: Linda Cardellini, Allen Covert, Peter Dante, Shirley Jones, Shirley Knight, Joel Moore, Kevin Nealon, Doris Roberts, Nick Swardson, entre outros
Género: Comédia
Duração: 94 minutos

Sinopse: Durante o dia, Alex (Allen Covert) é um vídeo game tester, enquanto que durante a noite, desenvolve em segredo o seu próprio jogo. Quando o seu colega de quarto gasta todo o dinheiro da renda em prostitutas, Alex é forçado a ir viver para a casa da avó e das suas duas amigas (em que uma delas é louca e a outra é uma tarada sexual). Alex e os seus amigos vídeo game testers tentam a todo o custo fazer a análise de um novo jogo, criado pelo brilhante mas estranho J.P. (Joel Moore), antes de um prazo limite, ao mesmo tempo que tentam lidar com a nova coordenadora de equipa, Samantha (Linda Cardellini).

Crítica: Confesso que a principal razão pela qual vi este filme tem a ver com a péssima nota que James Berardinelli lhe atribuiu. Estava à espera de um filme muito mau, mas fiquei agradavelmente surpreendido, pois trata-se de uma comédia bem disposta, patética, desleixada e muito louca. O filme tem algumas piadas hilariantes (a cameo de Rob Schneider, o comportamento estranho de J.P. e um mal entendido relacionado com Alex e as suas “colegas de quarto” são alguns exemplos) e outras más e um pouco perturbadoras (uma delas envolve uma cena em que a mãe de uma das personagens principais é pulverizada pelo produto final da masturbação de Alex).

Além de nos apresentar uma visão curiosa da cultura dos game testers, o filme destaca-se por apresentarnos um conjunto de personagens completamente loucas e estranhas e um festival de one-liners memoráveis. As interpretações são adequadas para este tipo de filme, destacando-se Linda Cardellini no papel da coordenadora de equipa, a única personagem normal do filme. O argumento não é nada de especial (o character development, como seria de esperar, é nulo), sendo adequado para este género de filme. Em geral, considero-o um filme divertido e alucinado, mas meramente razoável.

Curiosidades VI (Jogos Olímpicos - Parte II)

Apesar do óptimo inicio, os jogos passaram por dificuldades nos anos que se seguiram, tentando sair da sombra de outros eventos como a Feira Mundial. Contudo, o evento começou a ganhar cada vez mais popularidade com o passar dos anos e o nº de atletas e países participantes começou a aumentar exponencialmente. O aumento gradual da importância do evento a nível internacional fez com que os jogos, em vários períodos, servissem como palco para propaganda política e racial. Exemplos:

- A luta titânica entre a União Soviética e os EUA durante a Guerra Fria (os EUA e outras nações ocidentais boicotaram os jogos de 1980 em Moscovo, como protesto contra a invasão do Afeganistão pelos russos; 4 anos depois, os russos pagaram na mesma moeda e não participaram nos jogos de Los Angeles);
- Os jogos de Berlim (1936) foram utilizados pelos nazis como propaganda, servindo para demonstrar a suposta superioridade da raça ariana sobre “as raças inferiores” e como um aviso do horror que se iniciaria 3 anos depois;
- Nos jogos de 1968 (Cidade do México), dois atletas norte-americanos (Tommie Smith e John Carlos) simbolicamente ergueram o punho em sinal de protesto, numa cerimónia de entrega de medalhas, contra a condição da minoria negra nos EUA;
- A morte de 11 atletas israelitas nos jogos de Munique (1972), assassinados por membros do grupo terrorista palestiniano Setembro Negro;

Até agora, foram realizadas 25 edições (as edições de 1916, 1940 e 1944 não se realizaram, devido à ocorrência de guerras mundiais):

1896 - Atenas
1900 - Paris
1904 - St. Louis
1908 - Londres
1912 - Estocolmo
1920 - Antuérpia
1924 - Paris
1928 - Amsterdão
1932 - Los Angeles
1936 - Berlim
1948 - Londres
1952 - Helsínquia
1956 - Melbourne
1960 - Roma
1964 - Tóquio
1968 - Cidade do México
1972 - Munique
1976 - Montreal
1980 - Moscovo
1984 - Los Angeles
1988 - Seul
1992 - Barcelona
1996 - Atlanta
2000 - Sydney
2004 - Atenas

Curiosidades VI (Jogos Olímpicos - Parte I)

Os Jogos Olímpicos são um evento desportivo internacional que abrange um vasto conjunto de desportos. Tiveram a sua origem no ano 776 A.C., na Grécia, sendo realizados de 4 em 4 anos em Olympia, local onde se encontrava um santuário e a famosa estátua de Zeus (que fazia parte das 7 maravilhas do mundo antigo). Os vencedores dos eventos eram admirados e imortalizados em poemas e estátuas. Á medida que o império romano foi aumentando o seu poder na região, os jogos olímpicos foram perdendo a sua importância. Em 393 D.C., o imperador Teodósio I decretou o fim dos jogos, por considerá-los como jogos pagãos, que não estavam de acordo com a ética cristã. Terminava assim uma tradição milenar.

Passados vários séculos, o interesse pelos jogos aumentou bastante com a descoberta das ruínas de Olympia no início do século XIX. Pierre de Coubertin, um aristocrata francês, foi o fundador dos jogos olímpicos modernos. O seu objectivo era unir as nações e incentivar a prática desportiva como maneira de completar a educação dos jovens. Num congresso realizado em Paris no ano de 1894, Coubertin apresentou as suas ideias a uma audiência de várias nacionalidades. Recebeu bastantes apoios e pouco tempo depois, foi criado o Comité Olímpico Internacional (COI). Foi decidido que a primeira edição dos jogos olímpicos da era moderna iria realizar-se em Atenas, no ano de 1896 e que o COI seria a organização responsável pela realização do evento. Apesar do número total de atletas ter sido inferior a 250, foi o maior evento desportivo realizado até aquela altura. As mulheres não puderam competir na primeira edição dos jogos, situação que não se repetiu.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Humor V (Neo-surrealismo)

Os vídeos que se seguem pertencem certamente ao neo-surrealismo.



Nostalgia III (Captain Power)

Tenho algumas recordações de ver esta série quando tinha cerca de 7 anos. Só recentemente é que descobri o seu nome. Não teve muito sucesso, tendo durado só uma temporada.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Cinema - Cenas Memoráveis I

The Thin Red Line é um dos melhores e mais belos filmes que vi. Reali-zado por Terrence Malick (um "poeta visual"), este filme é uma exploração da natureza humana, onde se traça um paralelismo entre a crueldade da Natureza e a do próprio Homem, e de como essa crueldade nos destroí uns aos outros. Nessa obra, salienta-se também o poder redentor do amor, como a "luz" que nos afasta da escuridão tenebrosa da natureza humana, um antídoto para o "veneno" que, infelizmente, temos dentro de cada um de nós. Acho que essas ideias estão expostas admiravelmente no video que se segue.

Música - Moby (Parte II)

Natural Blues


My Weakness

A música que se segue não possui videoclip. Como é uma das minhas preferidas, procurei vídeos do You Tube que tivessem essa música. Encontrei um com imagens de Requiem For A Dream, que julgo ter ficado bom. Este vídeo contem cenas que poderão chocar as pessoas mais sensíveis ou que ainda não viram o filme.

Música - Moby (Parte I)

Porcelain (OST The Beach)



Why Does My Heart Feel So Bad

domingo, 28 de janeiro de 2007

Cinema - Análise Nomeações (Parte I)

Em seguida, irei iniciar uma análise às nomeações aos Óscares 2007, análise essa que irei dividir em várias partes.

Melhor Filme

- The Departed
- Babel
- Letters From Iwo Jima
- The Queen
- Little Miss Sunshine

The Departed é reconhecido pela esmagadora maioria dos críticos como o melhor filme de Scorsese desde Goodfellas, não sendo, no entanto, o género de filme que normalmente é nomeado nesta categoria. Eu gostei do filme e acho que as suas hipóteses de ganhar são boas.

A nomeação de Babel (escrito por Guillermo Arriaga e realizado por Alejandro González Iñárritu, a mesma dupla responsável por 21 Grams e Amores Perros) foi um pouco surpreendente. Os críticos gostaram do filme (69% no Metacritic e no Rotten Tomatoes), mas sinceramente estava à espera que fosse nomeado United 93, de Paul Greengrass. A sua vitória é improvável. É um dos dois nomeados nesta categoria (juntamente com Letters From Iwo Jima) que eu ainda não vi e por isso não posso dizer a minha opinião sobre o mesmo.

Depois da última cerimónia dos Óscares, alguns críticos falavam de Flags Of Our Fathers como um dos grandes candidatos aos Óscares 2007. Tinha muito a seu favor: era realizado por Clint Eastwood e escrito por Paul Haggis (uma dupla de peso que tinha sido responsável por Million Dollar Baby) e era um filme que homenageava aqueles que lutaram na 2º Guerra Mundial, os heróis esquecidos que perderam as suas vidas num conflito bárbaro e sem sentido. Apesar do imenso potencial, o filme não foi tão bem recebido pela crítica como se esperava. Em vez disso, foi um outro filme de Clint Eastwood (que falava do mesmo acontecimento histórico, mas desta vez do ponto de vista nipónico) que recebeu excelentes críticas: Letters From Iwo Jima. É bastante raro um filme de língua estrangeira (diferente da inglesa) ser nomeado nesta categoria (aconteceu 7 vezes e nenhum ganhou). As suas hipóteses são poucas, mas pode ser que ocorra uma surpresa…

Dos três filmes nomeados nesta categoria que vi, The Queen foi o que menos gostei. Os críticos adoraram o filme (98 % no Rotten Tomatoes, o 3º melhor de 2006) e o Óscar para melhor actriz para Helen Mirren está quase garantido. As suas hipóteses são boas.

E chegamos a Little Miss Sunshine, a revelação cinematográfica do ano. A história de uma família disfuncional e da sua viagem entre o Novo México e a Califórnia estreou em Sundance (festival de cinema independente) e foi rapidamente adquirido pela Fox Searchlight, naquele que consta ter sido um dos melhores negócios de sempre feitos no festival. Os críticos adoraram o filme (92 % no Rotten Tomatoes), considerando-o um filme bastante divertido, irreverente e tocante. Eu, que já estava um pouco farto de filmes sobre famílias disfuncionais (ainda me lembro da banhada que foi o The Squid And The Whale e da desilusão com o Junebug), fiquei agradavelmente surpreendido. Num ano de 2006 relativamente fraco cinematograficamente, o filme foi certamente um dos que merecem ser destacados. As hipóteses são boas, não sendo a sua eventual vitória uma surpresa.

Cinema - Quotes II (Arnold Schwarzenegger)