sábado, 27 de janeiro de 2007

Música - OST II (Midnight Cowboy)

Vencedor de 3 Óscares da Academia (Melhor Realizador, Melhor Filme e Melhor Argumento Adaptado), Midnight Cowboy é, na minha opinião, um dos melhores filmes dos anos 60. A sua banda sonora, da autoria do lendário John Barry, é uma das minhas preferidas.

Nostalgia II (Knight Rider)

Uma das séries mais marcantes da minha infância. Vista hoje em dia, é um pouco cheesy, mas naquele tempo, toda a gente que eu conhecia gostava da série e não perdia um episódio.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Curiosidades V (Apartheid)

O Apartheid foi um sistema de segregação racial imposto na África do Sul entre 1948 e 1992. Esse país era dominado por pessoas de raça branca (que constituíam uma minoria), que estabeleceram esse sistema como uma maneira legal de permitir a sua supremacia económica e política no país. Sob esse regime, as pessoas eram classificadas legalmente de acordo com a sua raça (Brancos, Negros, Índios, etc) e separados geograficamente contra a sua vontade. Na prática, essa separação servia para impedir aqueles que não eram de raça branca de votarem ou terem direitos. A essas pessoas eram fornecidos cuidados de saúde, educação e outros serviços públicos, sendo a qualidade desses serviços bastante inferior aos que eram fornecidos a pessoas de raça branca.

Seguiram-se anos de luta levada a cabo pelo ANC (African National Congress - Congresso Nacional Africano), uma organização política criada em 1912 e que tinha por objectivo a união dos povos africanos e mais tarde a destruição do Apartheid. A partir dos anos 60, essa organização apercebeu-se que a oposição pacífica (utilizada por Gandhi contra o Império Britânico) não iria resultar na derrota do sistema e por isso iniciaram actividades de sabotagem, atentados à bomba e homicídios. Financiados pela URSS, o ANC continuou a sua campanha e a comunidade internacional começou a pressionar o governo sul-africano no sentido de se realizarem negociações entre as duas partes. Com a queda da União Soviética e a consequente perda de fundos, o ANC mostrou-se disposto a negociar. Em 1992, foi efectuado um referendo que acabou com o tão odiado regime.

Cinema - Review III (Freddy Got Fingered)

Título Original: Freddy Got Fingered (2001)
Nota: 1/5 (Muito Mau)
Realizador: Tom Green
Argumento: Tom Green e Derek Harvie
Elenco: Tom Green, Rip Torn, Marisa Coughlan, Eddie Kaye Thomas, Julie Hagerty, entre outros
Género: Comédia
Duração: 87 minutos

Sinopse: Tom Green desempenha o papel de Gord Brody, um baldas que aos 28 anos muda-se para casa dos pais (Rip Torn e Julie Hagerty) e do irmão Freddy (Eddie Kaye Thomas), quando o seu grande sonho de se tornar num animador de cartoons não se concretiza. O filme fala das aventuras e desventuras pelas quais Gord passa, à medida que ele luta para atingir o seu sonho. Ao percorrer esse caminho, Gord encontra o amor e tenta melhorar a relação com o seu pai.

Crítica: Eu devo confessar que possuo uma característica curiosa, que não sei se todos os fãs de cinema possuem: além de procurar ver os filmes melhor cotados e mais conceituados, também gosto de ver filmes maus e procuro ver o máximo de filmes que estão mal cotados. Por vezes, acabo por considerá-los fracos ou mauzinhos. Outras vezes, encontro filmes que atingem o fundo do poço de tão maus que são. Freddy Got Fingered insere-se naturalmente nesta última categoria. Eu já conhecia o programa de televisão do Tom Green e não achava muita piada ao humor doentio dele, mas depois de ter gostado da sua personagem no filme Road Trip, fiquei curioso em ver este filme e verificar por mim próprio se era tão mau como diziam.

Doentio, nojento, abominável, repugnante e desagradável são algumas das palavras que podem ser utilizadas para descrever esta atrocidade cinematográfica. Eu sei que a comédia é algo subjectivo (uma pessoa pode não achar graça a uma piada e outra pode acha-la hilariante), mas isto já é demais. Se acham piada a um filme em que uma personagem estimula manualmente um elefante e direcciona o produto dessa estimulação a outra pessoa, vão adorar este filme. Além dessa cena, posso-vos falar também da cara-metade de Gord (uma paraplégica obcecada com sexo oral), da masturbação de um outro animal (ao mesmo tempo que é proferida aquela mítica frase: “Look, daddy, I'm a farmer”) e do rumor lançado por Gord de que o pai molestava o irmão (daí o nome do filme).

O argumento, como seria de esperar, é nulo e serve apenas para fazer com o que o filme atinja uma duração consideravelmente maior (aquilo a que chamo filler, cenas de pouca qualidade que preenchem os espaços que existem entre as cenas mais importantes do filme). O filme não só não tem piada como também se esforça por chocar o espectador, tentando que a cena seguinte seja mais doentia que a anterior. É claro que em termos de representação, as coisas não são melhores, tendo os actores feito o mínimo esforço para receber o cheque (mas também como as personagens são uni-dimensionais, isso também não faz muita diferença). Freddy Got Fingered é uma das piores comédias que vi e como não sou masoquista, nunca mais quero ver o filme e espero que algum dia as memórias que tenho dele desapareçam. James Berardinelli proferiu uma frase durante a sua crítica a este filme que o resume na perfeição: “Foi mais divertido ter sido submetido a uma colonoscopia do que assistir a este filme”.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Cinema - Nomeações Óscares 2007

Foram hoje anunciados os nomeados para a 79º edição dos Óscares, que se irá realizar no próximo dia 25 de Fevereiro. As nomeações não constituiram uma grande surpresa na maior parte dos casos. A lista completa dos nomeados está disponível no site que se segue:

Nostalgia I (We All Stand Together)

Que boas recordações me traz da minha infância….

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Humor II (Action Jackson)

Cinema - Review II (Bloodrayne)

Título Original: BloodRayne (2005)
Nota: 1,5/5 (Mau)
Realizador: Uwe Boll
Argumento: Guinevere Turner
Elenco: Kristanna Loken, Ben Kingsley, Michael Madsen, Michelle Rodriguez, Matthew Davis, Billy Zane, entre outros
Género: Terror/Acção
Duração: 95 minutos

Sinopse: A acção passa-se na Roménia, no século XVIII. Rayne (Kristanna Loken) é uma dhampir (parte humana, parte vampiro) que procura vingar-se do seu pai, Kagan (Ben Kingsley), o rei dos vampiros, por este ter morto a sua mãe. Pelo caminho, Rayne encontra os membros da Sociedade Brimstone (Michael Madsen, Michelle Rodriguez e Matthew Davis), que conseguem convencê-la a juntar-se a eles na luta contra o poderoso Kagan.

Crítica: Nos dias de hoje, Uwe Boll é considerado por muitos como um dos piores realizadores de todos os tempos. Esta “fama” foi obtida tendo em conta os últimos três filmes realizados por ele: House Of The Dead (2003), Alone In The Dark (2005) e BloodRayne (2005), sendo os três versões cinematográficas de videojogos de sucesso. Eu achei o Alone In The Dark razoável e estava a pensar que ele não era assim tão mau realizador, mas depois vi BloodRayne…

Parece que o elenco envolvido neste filme não se apercebeu que estava a fazer um filme baseado num videojogo, porque todos eles transmitem um nível de seriedade que não é justificado, como se não se tratasse de um filme xunga. O filme é patético e não gera qualquer interesse ou emoção. As cenas de acção são by-the-numbers, completamente rotineiras e banais (mas não se preocupem, porque sangue é o que não falta neste filme). As interpretações são wood pura, os actores dizem o diálogo sem qualquer tipo de emoção, como se tivessem a lê-lo directamente do papel. A certa altura, até introduzem uma cena de sexo, cujo único objectivo seria certamente tentar manter a audiência acordada. Os efeitos visuais não estão maus (nomeadamente as transformações em vampiros), assim como os cenários.

Para Ben Kingsley, este é mais um passo no sentido da destruição da sua credibilidade como actor, depois do ridículo Thunderbirds (2004), onde também interpretava o vilão. Kagan é um vilão patético e com um capachinho ridículo. Eu esperava que ao menos a luta final entre Rayne e Kagan fosse emocionante, mas não: pareciam mais que estavam a dançar do que a lutar até à morte. Em geral, acho BloodRayne um filme patético e que pode ser incluído na categoria camp (os chamados bons-maus filmes), já que é hilariante de um modo não intencional.